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Capitalismo e Divisão Racial do Trabalho: Diálogos entre W.E.B. Du Bois e Lélia Gonzalez

Processo: 24/01139-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de agosto de 2024
Data de Término da vigência: 19 de junho de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Yara Adario Frateschi
Beneficiário:Heitor Moreira Lurine Guimarães
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):25/08516-3 - Raça, Classe e Crítica do Capitalismo em Black Reconstruction in America de W.E.B. Du Bois, BE.EP.MS
Assunto(s):Capitalismo   Coalizão   Emancipação   Racismo   Teoria crítica   Escravidão
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:capitalismo | divisão racial do trabalho | Du Bois | Escravidão | Gonzalez | Teoria Crítica

Resumo

A pesquisa tem como objetivo investigar de que modo a divisão racial do trabalho serve à reprodução do capitalismo em sociedades pós-escravistas - entendendo por "divisão racial do trabalho" a alocação hierárquica dos indivíduos em posições laborais segundo critérios de raça. Para tanto, proponho examinar e articular o modo como o tema é desenvolvido no pensamento de dois autores cujas contribuições têm sido historicamente marginalizadas no cenário acadêmico brasileiro: W.E.B. Du Bois e Lélia Gonzalez. Nessa análise, uso como fontes primárias Black Reconstruction in America, de Du Bois, e um conjunto de artigos produzidos por Gonzalez entre o final dos anos 1970 e início de 1980, marcados pelo seu engajamento com o marxismo latino-americano. Defendo que, a partir da leitura desses dois autores, podemos identificar pelo menos duas funções estruturais da divisão racial do trabalho dentro do capitalismo racial pós-escravista. A primeira é a constituição e manutenção de uma massa de trabalhadores não-livres e dependentes, racialmente classificados como não brancos, viabilizando a acumulação de riqueza. A segunda é a conservação da hegemonia da própria ordem social capitalista por meio da distribuição de vantagens e privilégios entre os trabalhadores definidos como brancos, convertendo-os em uma força reacionária de comportamento ora mais ativo, ora mais passivo, de acordo com o momento e a conjuntura. (AU)

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