| Processo: | 25/07712-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 15 de outubro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 14 de outubro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional |
| Pesquisador responsável: | Samuel Alves Soares |
| Beneficiário: | David Paulo Succi Junior |
| Supervisor: | Stefano Guzzini |
| Instituição Sede: | Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | European University Institute (EUI), Itália |
| Vinculado à bolsa: | 23/08724-0 - Forças armadas, controle político e operações domésticas: identidade militar e ansiedade colonial no Brasil, BP.PD |
| Assunto(s): | Brasil Forças armadas Segurança internacional Relações internacionais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Brasil | Forças Armadas | Relações civis-militares | Segurança Internacional | Status Internacional | Relações Internacionais |
Resumo Este projeto investiga como as hierarquias de status internacional influenciam a identidade militar e as relações civis-militares no Brasil, com foco particular no papel da ansiedade pós-colonial por status. Com base na pesquisa de pós-doutorado em andamento, o Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE-PD) visa atingir dois objetivos inter-relacionados: a) refinar o arcabouço teórico que vincula a ansiedade pós-colonial ao comportamento militar e às relações civis-militares; e b) desenvolver ferramentas metodológicas para capturar empiricamente essa relação. Com base na literatura sobre status internacional, teoria pós-colonial e estudos ontológicos de segurança, a pesquisa conceitua a ansiedade pós-colonial como uma forma específica de ansiedade de status, enraizada na estigmatização colonial e em dependências ideacionais e materiais duradouras, que moldam a forma como militares pós-coloniais - como no caso brasileiro - se percebem. Essa condição produz um espectro de respostas, da deferência à busca por status e à resistência, que impactam diretamente a relação militar com o Estado e a sociedade. No caso brasileiro, essa dinâmica se expressa na dissonância entre a imagem desejada - ou seja, a organização militar (e social) dos Estados considerados no centro do sistema internacional - e a condição em que o Brasil se encontra, segundo a percepção dos militares brasileiros. Essa tensão fomenta comportamentos voltados à busca de status e à consolidação identitária, frequentemente manifestados por meio de operações domésticas e interferência política. Em termos metodológicos, o primeiro objetivo envolve o avanço da revisão bibliográfica e do arcabouço teórico por meio da estreita colaboração com o pesquisador no exterior e da participação em seminários sobre identidade, status e reconhecimento no Instituto Universitário Europeu (IUE). O segundo se concentra na tradução desse arcabouço teórico em ferramentas analíticas, identificando indicadores de ansiedade pós-colonial e construindo uma tipologia de respostas. Essas ferramentas orientarão a análise de conteúdo de fontes primárias como documentos, obras bibliográficas e discursos que constroem a identidade do Exército Brasileiro, em três momentos históricos-chave: a Revolução de 1930, o golpe militar de 1964 e a Intervenção Federal de 2018 no Rio de Janeiro. A análise inicial das fontes primárias será conduzida durante o estágio no exterior, com implementação empírica completa a ser realizada no Brasil. | |
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