| Processo: | 25/14685-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 05 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 04 de julho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica |
| Pesquisador responsável: | Elisabete de Santis Braga da Graça Saraiva |
| Beneficiário: | Gabriella Ferreira de Andrade |
| Supervisor: | Severine Martini |
| Instituição Sede: | Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Institut Méditerranéen D'Océanologie, França |
| Vinculado à bolsa: | 24/17699-1 - Avaliação da toxicidade do surfactante dodecilbenzeno sulfonato de sódio (LAS) e derivados de petróleo no meio marinho usando o dinoflagelado bioluminescente Pyrocystis fusiformis como bioindicador, BP.MS |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bioluminescência marinha | Cruzeiro Oceanográfico | Distribuição Planctônica | Ecotaxa | Gliders subaquáticos autônomos | microscopia eletrônica de varredura (SEM) | Dinâmica espaço-temporal do microplâncton bioluminescente |
Resumo A bioluminescência marinha configura-se como um mecanismo ecológico fundamental nos ecossistemas pelágicos, especialmente nas zonas afóticas da coluna d'água, onde a ausência de radiação solar torna a emissão de fótons por organismos uma via privilegiada de comunicação, predação e defesa. Estima-se que, entre a superfície e 4000 metros de profundidade, cerca de 75% da fauna marinha seja capaz de emitir luz, o que destaca a bioluminescência como uma assinatura biológica ainda subexplorada sob a ótica oceanográfica, com potencial uso como ferramenta bioindicadora em programas de monitoramento ambiental. A análise de sua distribuição espaço-temporal é estratégica para a compreensão dos processos ecológicos, interações tróficas e ciclos biogeoquímicos, particularmente na zona mesopelágica, onde a dinâmica do plâncton bioluminescente influencia diretamente os fluxos de matéria e energia no oceano. Nesse contexto, o presente projeto tem como objetivo investigar a distribuição espaço-temporal do plâncton bioluminescente na coluna d'água do Mar Mediterrâneo, correlacionando-a com variáveis ambientais relevantes, como salinidade e temperatura. A proposta integra o projeto internacional BIOLUMOPS, que visa mapear e caracterizar a bioluminescência marinha no noroeste do Mediterrâneo por meio de planadores submarinos autônomos (gliders) equipados com sensores ópticos de alta resolução. Durante o estágio, está prevista a participação em uma campanha oceanográfica no Golfo de Leão, entre março e abril de 2026, a bordo do navio francês N/O Atalante. As atividades incluirão apoio às operações com gliders, coleta de parâmetros ambientais e amostragem de plâncton até 600 metros de profundidade. Em paralelo, serão realizadas atividades laboratoriais no Institut Méditerranéen d'Océanologie (MIO), incluindo análise morfológica de fitoplâncton por microscopia eletrônica de varredura (SEM) e classificação de imagens zooplanctônicas por meio da plataforma EcoTaxa. Também está prevista a participação em um curso especializado sobre EcoTaxa no Laboratoire de Villefranche-sur-Mer, promovido e custeado pela supervisora anfitriã. Os dados ambientais (temperatura, salinidade, clorofila-a, oxigênio dissolvido, nutrientes, entre outros) serão integrados aos dados biológicos para análises estatísticas multivariadas, utilizando ferramentas como Python e Microsoft Excel, com o objetivo de investigar correlações entre a ocorrência de plâncton bioluminescente e variáveis ambientais in situ. O projeto será coordenado pela Dra. Séverine Martini e conduzido sob a supervisão da Dra. Valérie Michotey, diretora do MIO. Esta oportunidade representa uma experiência científica e formativa singular, especialmente pela participação em um cruzeiro oceanográfico dedicado ao estudo da bioluminescência - uma vivência única e altamente relevante para ampliar a compreensão sobre os organismos estudados no atual projeto de mestrado, até então restrito ao ambiente laboratorial. Ao integrar dados coletados diretamente no ambiente marinho às análises experimentais, será possível estabelecer conexões mais robustas entre a bioluminescência como resposta ecológica e os fatores ambientais que a modulam. Além disso, o estágio internacional fomentará o intercâmbio de conhecimentos e o aprimoramento metodológico, contribuindo para o desenvolvimento de abordagens inovadoras em ecotoxicologia e observação oceânica, com aplicações tanto na pesquisa quanto na gestão ambiental marinha. | |
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