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Mapeamento dos lugares Indígenas e Quilombolas no litoral de São Paulo: do século 18 ao presente

Processo: 25/19630-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Marianne Sallum
Beneficiário:Maria Eduarda Souza Escorcio
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:24/04746-1 - Gênero, memórias e materialidades da interação/confluência: mulheres indígenas e afrodescendentes na arqueologia histórica de São Paulo, AP.JP
Assunto(s):Gênero   Oralidade   Materialidade
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Gênero | Mapeamento Participativo | oralidade | Materialidade

Resumo

A formação da sociedade colonial de São Paulo começou na primeira metade do século XVI, ao redor de São Vicente e no litoral sul até Cananéia, no território Tupiniquim. Lentamente, por causa da pouca quantidade de portugueses e europeus em relação à demografia muito maior dos Tupiniquim, o avanço para o interior foi lento, circunscrito a um raio relativamente pequeno até 1600, pouco maior que 60 km ao redor do núcleo de São Paulo de Piratininga. É necessário considerar que os portugueses se relacionaram com parte dos Tupiniquim, sendo levados integrando-se nas redes de aliança que seus aliados do litoral mantinham com as inúmeras aldeias do interior (PLENS, 2016; SALLUM & NOELLI, 2020). Também é preciso considerar que o crescimento demográfico dos núcleos coloniais foi pautado pelas relações de homens portugueses e as mulheres Tupiniquim e Indígenas de outros povos, resultando na descendência que terminou por dominar o contingente populacional dos assentamentos coloniais, mesmo considerando o ingresso de cativos trazidos para a Capitania de São Vicente por mais de 150 anos. No entanto, as informações dos mapas coloniais e arqueológicos são incompletas para compreender os lugares agroflorestais do passado (SAMIA, 2022), tanto pelas representações nos mapas históricos, quanto pela falta de monumentalidade que resulta de lugares construídos com materiais biodegradáveis desaparecidos nos processos naturais de decomposição orgânica, erosão, crescimento vegetativo, desmatamento e consequências das mudanças climáticas (BEAULIEU, 2022). Este projeto pretende investigar as relações sociais desde o século 18 entre as comunidades agroflorestais (Tekohá, Tekoaba e Quilombo), assentamentos coloniais, centros urbanos, bem como os processos de deslocamento por pressões econômicas/sociais/climáticas (BEIER & MARHTIN, 2018; DUNNAVANT et al, 2023; BALANZÁTEGUI & LARA, in press).

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