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A HOMEOSTASE DO COBRE EM Mycobacterium africanum L6: O PAPEL DOS GENES mymT E bglS

Processo: 25/15102-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Data de Início da vigência: 08 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 02 de dezembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Ana Marcia de Sá Guimarães
Beneficiário:Kevim Bordignon Guterres
Supervisor: Katerina Heran Darwin
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: New York University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:23/07582-7 - Influência do cobre no aparecimento de persistência ou tolerância a antimicrobianos em Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium africanum, BP.DD
Assunto(s):Clonagem   Cobre   Mycobacterium   Tuberculose   Micobacteriologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:clonagem | cobre | Micobacterias | Tuberculose | Micobacteriologia

Resumo

A tuberculose (TB) permanece como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. Embora a maioria dos casos seja causada por Mycobacterium tuberculosis (Mtb), até 50% das infecções na África Ocidental são atribuídas ao Mycobacterium africanum (Maf), particularmente à linhagem 6 (MafL6). Essa linhagem apresenta crescimento lento, menor virulência e resposta imune atenuada, além de peculiaridades metabólicas que a distinguem de Mtb. Contudo, os mecanismos genéticos subjacentes a essas diferenças permanecem pouco compreendidos.A Região de Diferença 702 (RD702) presente em Mtb e outras linhagens mas ausente em MafL6 afeta dois genes adjacentes: mymT e bglS. O gene mymT codifica uma metalotioneína envolvida na homeostase de cobre (Cu), importante para a resistência à intoxicação por este metal durante a infecção. Já bglS codifica uma ¿-glicosidase putativa, cuja função permanece incerta, mas que pode estar relacionada à adaptação a estresses ambientais e à integridade da parede celular.Dados transcriptômicos obtidos previamente por nosso grupo demonstraram que MafL6 exibe um perfil de estresse por cobre mesmo em concentrações consideradas não tóxicas para Mtb. Ensaios fenotípicos in vitro corroboraram que MafL6 é significativamente mais sensível ao Cu que Mtb e MafL5, com alterações distintas na composição lipídica da parede celular após exposição ao metal. Acredita-se que a deleção de RD702 e a consequente perda funcional de mymT e bglS estejam diretamente associadas a esse fenótipo.O presente projeto tem como objetivo elucidar o papel dos genes mymT e bglS na resistência ao cobre e na virulência da MafL6. Para isso, propomos restaurar esses genes, individualmente e em combinação, por meio do uso do plasmídeo integrativo pMC1s, com e sem seus promotores nativos. As cepas recombinantes serão avaliadas quanto à sensibilidade ao Cu em diferentes concentrações por ensaios em meio sólido.Adicionalmente, selecionaremos as cepas com maior resistência ao cobre para estudos em modelo murino de infecção crônica (camundongos C57BL/6), avaliando carga bacteriana, histopatologia pulmonar, perfil citocínico e composição de populações celulares por citometria. Espera-se que a reintrodução de mymT e/ou bglS resulte em fenótipo mais semelhante ao de Mtb, com aumento da resistência ao cobre e modulação da resposta imune do hospedeiro.Este estudo contribuirá significativamente para o entendimento da fisiopatologia de MafL6, fornecendo insights sobre mecanismos de adaptação a estresses metálicos e potenciais determinantes de virulência específicos desta linhagem.

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