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Analisando a interface entre ciência e política no experimento AmazonFACE

Processo: 25/23940-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2027
Área de conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Marko Synésio Alves Monteiro
Beneficiário:Taís Sonetti González
Instituição Sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:23/09046-5 - AmazonFACE: avaliação dos efeitos do aumento de CO2 atmosférico na ecologia da Floresta Amazônica, AP.TEM
Assunto(s):Etnografia   Governança ambiental
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:coprodução de conhecimento | Etnografia | Governança Ambiental | interface ciência e política | Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia

Resumo

O experimento AmazonFACE é um projeto de larga escala, envolvendo cooperação científica e a avaliação de longo prazo dos impactos do aumento de CO2 (eCO2) nas plantas, no solo, no ciclo do carbono e da água na Amazônia. Este projeto promete produzir dados científicos valiosos com potenciais impactos em políticas relacionadas à governança ambiental, adaptação às mudanças climáticas, entre muitas outras. Este projeto de pós-doutorado visa analisar a interface ciência-política no experimento AmazonFACE, para entender como a ciência emergente do experimento informará as políticas relacionadas à Amazônia, especificamente as políticas de mudança climática e adaptação. Isso será alcançado por meio de métodos qualitativos, incluindo a análise de dados etnográficos e de entrevistas; análise documental e de políticas; e revisões bibliográficas.Este projeto ajuda a responder a uma das duas principais questões do Subprojeto 6: Como o experimento AmazonFACE está interagindo com as políticas? Partimos da hipótese de que os resultados do AmazonFACE (ou seja, aqueles relacionados aos impactos do eCO2 nos serviços ecossistêmicos florestais) influenciarão as percepções sobre o futuro da floresta e, portanto, condicionarão o desenvolvimento da governança ambiental no Brasil, com implicações locais e globais. A ciência e a expertise ambiental têm um enorme impacto na forma como compreendemos os problemas ambientais e condicionam as soluções políticas que elaboramos para respondê-los (Hannigan, 2006; Turnhout, 2018). Portanto, para compreender como questões específicas, como mudanças climáticas, segurança alimentar ou eventos climáticos extremos, se tornam problemas políticos, merecedores de atenção social, precisamos entender como a ciência e o trabalho científico são desenvolvidos sobre essas questões (Miller, 2004).Há uma literatura crescente sobre a interface entre ciência e política, proveniente das ciências sociais e da CTS - Ciência, Tecnologia e Sociedade (Engels, 2005; Lahsen, 2009; Nowotny, 2007). Por meio de estudos empíricos e reflexão teórica, eles mostram como as decisões políticas se relacionam com as políticas de forma não linear, e que o conhecimento científico e a expertise não definem como os problemas são definidos ou como as soluções são desenvolvidas (Gluckman, 2016). Isso é especialmente relevante para questões ambientais, onde o conhecimento científico é especialmente crucial na definição de um problema e na fundamentação de políticas. Esses estudos são cruciais para garantir que a ciência seja levada em consideração nas decisões políticas relacionadas aos problemas ambientais (Watson, 2005).

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