| Processo: | 25/08722-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2028 |
| Área de conhecimento: | Engenharias - Engenharia Civil - Construção Civil |
| Pesquisador responsável: | Rafael Giuliano Pileggi |
| Beneficiário: | Luana Maria Vilaça da Silveira |
| Instituição Sede: | Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Cimento Portland Lixiviação Segurança ambiental |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cimento Portland | fixação química | lixiviação | Resíduo de Bauxita | Segurança Ambiental | Materiais cimentícios ecoeficientes |
Resumo O resíduo de bauxita (RB), oriundo da digestão alcalina do processo Bayer na fabricação do alumínio, demanda elevados custos operacionais para sua deposição e contenção em reservatórios seguros. Seu aproveitamento como material cimentício suplementar (SCM) na construção civil é uma alternativa para reduzir significativamente seu descarte. Sua utilização requer a fixação de elementos deletérios potencialmente lixiviáveis, já que o RB possui elevados teores de hidróxido de sódio livre, podendo ainda conter teores impróprios de cromo e outros metais pesados. Para tanto, duas estratégias principais têm sido adotadas: ativação termoquímica, que envolve processos de calcinação e vitrificação, intensivos em energia, e fixação química direta, incorporando o RB em sistemas cimentícios ternários com SCMs que reagirão com o resíduo. Apesar de eficiente e pouco intensiva em energia, a rota de inertização química direta demanda controle técnico devido a questões de precisão de dosagem e manuseio seguro do RB, restringindo-a a indústrias produtoras de concreto, limitando seu potencial mercadológico de varejo em países onde a construção autogerida é dominante. Este projeto visa, portanto, investigar a possibilidade de pré-inertizar quimicamente o RB, fazendo com que as reações químicas de fixação dos íons lixiviáveis aconteçam antes do seu uso nos materiais cimentícios, resultando em um produto estável e manuseável. Nessa pesquisa serão identificados materiais reativos (SCMs, como escórias e pozolanas, e outros) com o resíduo, além de serem investigados procedimentos de mistura e processamento eficientes para a reação entre os materiais e a fixação dos íons lixiviáveis. O RB pré-inertizado será testado e validado em composições cimentícias quanto a sua viabilidade técnica e segurança de manuseio, visando sua utilização em situações de reduzido controle operacional. (AU) | |
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