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Envolvimento de regiões corticolímbicas no processo de transformação da memória de medo contextual

Processo: 25/10080-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Raquel Vecchio Fornari
Beneficiário:Juliana Camino Castro
Instituição Sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Corticosterona   Generalização   Memória
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Consolidação sistêmica | Córtex insular anterior | Córtex Pré-Límbico | corticosterona | generalização | Memória Contextual de Medo | Memória

Resumo

Pesquisas sobre memória de medo com modelos animais e tarefas de condicionamento clássico têm se destacado nas últimas décadas. A tarefa de condicionamento de medo ao contexto é usada para estudar a associação de um ambiente específico a um estímulo aversivo. Alterações ocorridas nos circuitos neuronais envolvidos com a codificação, armazenamento e evocação das memórias são chamadas de consolidação sistêmica da memória. A liberação de glicocorticóides - como a corticosterona (CORT) - durante a aquisição e consolidação, também influencia os processos de memória. No nosso laboratório, verificamos que treinos fortes (com choque de 0.6 ou 1.0mA) resultam em maiores níveis de CORT pós-treino e em uma memória de medo ao contexto generalizada 28 dias após o treino. Além disso, observamos que os níveis de CORT se correlacionaram positivamente com a resposta de medo generalizada nos animais treinados com 0.6mA e testados em um contexto diferente do treino 14 dias após, sugerindo que a CORT pode contribuir para a generalização da memória de medo. Observamos ainda que a evocação de uma memória remota generalizada, 28 dias após o treino com 1.0mA, está relacionada com a ativação do córtex pré-límbico, do córtex insular anterior (CIa) e da amígdala basolateral, bem como com um aumento da conectividade funcional entre o CIa e o hipocampo. Este presente projeto visa averiguar se estas mesmas regiões também serão ativadas durante a evocação dessa memória contextual testada 14 dias após o treino com choque de 0.6mA, bem como verificar a relação entre a ativação destas regiões, a liberação de CORT pós-treino e os níveis de congelamento dos animais no novo contexto. Para isso, com a etapa comportamental já concluída, serão utilizados os encéfalos de ratos treinados com choques de 0.6mA, e testados 14 dias depois. A ativação dos córtices pré-límbico e insular anterior, da amígdala basolateral e do hipocampo dorsal e ventral será medida pela expressão da proteína FOS, utilizando a técnica de imunohistoquímica. (AU)

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