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Evolução Topográfica e Dinâmica da Floresta Atlântica no Sudeste do Brasil: Termocronologia de Baixa Temperatura e Nuclídeos Cosmogênicos

Processo: 25/08767-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Data de Início da vigência: 01 de abril de 2026
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2030
Área de conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Mauricio Parra Amézquita
Beneficiário:Samuel Rodrigues Lima
Instituição Sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Rochas alcalinas   Termocronologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:evolução topográfica | Margem continental sudeste brasileira | nuclídeos cosmogênicos | Rochas alcalinas | Termocronologia de Baixa Temperatura | Termocronologia

Resumo

Este projeto tem como objetivo investigar a origem e a sustentação da topografia acentuada nas Serras da Mantiqueira e do Mar, localizadas na margem continental sudeste brasileira, com ênfase nos processos de soerguimento/exumação e denudação desde a abertura do Oceano Atlântico (120 Ma) até o presente. Serão utilizadas técnicas de termocronologia de baixa temperatura, incluindo traços de fissão e (U-Th)/He em apatita. Diferentemente de trabalhos prévios, a ênfase será feita na aplicação em rochas plutônicas tardi-cretáceas e paleocenas visando elucidar histórias térmicas de baixa temperatura em apatitas com pouco dano por radiação. Contudo, rochas do embasamento neoproterozóico da Província Mantiqueira em localidades cuidadosamente selecionadas serão também analisadas. Além disso, será empregado a análise de nuclídeos cosmogênicos (10Be e 26Al) em sedimentos fluviais modernos, visando determinar taxas médias de denudação em escalas de 104 e 106 anos, aliada à geomorfologia quantitativa, com foco na análise de perfis fluviais. O estudo buscará integrar dados inéditos e preexistentes para a modelagem térmica e topográfica, avaliando os mecanismos de soerguimento/exumação, se atuam de modo estático ou dinâmico, e possíveis reativações tectônicas em estruturas. Os resultados esperados incluem uma visão integrada da evolução topográfica da margem continental sudeste brasileira, entre 21.5 e 24°S Lat, permitindo correlacionar processos locais com dinâmicas de margens passivas globais e contribuindo significativamente para a compreensão das interações entre tectônica e paisagem. Além disso, o estudo da evolução da topografia da margem continental fornecerá informação útil para testar hipóteses de separação biogeográfica das florestas Atlântica e da Amazônia decorrentes de mudanças topográficas. (AU)

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