| Processo: | 24/11382-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - ANP - Graduação |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Pesquisador responsável: | Fábio Augusto Gomes Vieira Reis |
| Beneficiário: | Nicolas Oliveira Segovia |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 24/10498-0 - Prh40.1 - geociências aplicadas ao setor de petróleo e gás, AP.R |
| Assunto(s): | Formação e capacitação de recursos humanos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | formação de recursos humanos | Geologia de petróleo | Geociências Aplicadas Ao Setor De Petróleo E Gás |
Resumo Estudos sobre a aplicação, benefícios e usos da radioatividade em vários campos da ciência e cotidiano humanos vem sendo realizados ao longo das últimas décadas. Nos últimos quarenta anos, levantamentos radiométricos realizados com espectrômetros gama portáteis e aerotransportados têm sido cada vez mais utilizados com o propósito de mapear a distribuição de concentração dos elementos que mais contribuem para a ocorrência da radioatividade natural em diferentes ambientes geológicos. A interpretação dessa distribuição tem sido aplicada com sucesso no mapeamento geológico básico, na prospecção de diferentes recursos minerais e em estudos de radioatividade do meio ambiente (GALBAITH; SAUNDERS, 1983; SHIVES et al., 1997; DICKSON; SCOTT, 1997; WILFORD et al., 1997). Recentemente, os levantamentos radiométricos têm sido utilizados na avaliação da extensão e gravidade da dispersão de elementos radioativos artificiais, em consequência de acidentes em instalações nucleares. A sensibilidade de medição aumentou significativamente desde que os detectores de cintilação passaram a ser desenvolvidos durante a década de 1940 (IAEA, 2003). Os radionuclídeos naturais 238U, 235U e 232Th originam diferentes séries de decaimento radioativo. Estes radionuclídeos sofrem sucessivos decaimentos e produzem vários descendentes até transformarem-se por fim em três isótopos estáveis de chumbo (206Pb, 207Pb e 208Pb, respectivamente). Nestas séries de decaimento, há radionuclídeos com meia vida muito curta e outros cuja meia vida é da ordem de grandeza da origem do sistema solar, como é o caso do 238U (meia-vida de 4,5×109 anos), 235U (meia-vida de 7×108 anos) e 232Th (meia-vida de 1,39×1010 anos). Outro radionuclideo natural de relevância nos monitoramentos radiométricos é o 40K cuja meia-vida é de 1,27x109 anos. Estes radionuclídeos possuem comportamento geoquímico diferencial que depende de vários fatores, dentre eles a presença de matéria orgânica e composição química das rochas, solos e sedimentos. O urânio é um elemento de ocorrência natural com maior massa atômica relativamente ao tório. Pode ser encontrado em pequenas concentrações (da ordem de ppm) em solos e rochas, nas águas superficiais e subterrâneas e no ar. O isótopo do urânio presente na natureza com maior abundância é o 238U, na proporção de 99,2%; o restante é constituído pelo 235U (0,72%) e uma fração muito pequena por 234U (0,005%). Já o tório é encontrado em quantidades maiores na natureza em relação ao urânio (concentrações da ordem de 10 ppm, dependendo do litotipo), devido sua maior meia-vida e relativa insolubilidade. Em sua forma pura, apresenta-se como um metal prateado com densidade semelhante à do chumbo. Pode-se considerar que o único isótopo natural do tório é o 232Th. O potássio exibe três isótopos (39K, 40K, 41K), sendo o 40K o único radioativo. Esse radionuclídeo emite raios gama de 1,46 MeV de energia após sofrer decaimento radioativo por captura eletrônica. No princípio, estudos radiométricos levavam em conta apenas a presença de traços de urânio e tório e seus produtos de decaimento nas rochas, solos e sedimentos. Porém, investigações posteriores indicaram que o isótopo de potássio 40K também contribui significativamente com a radioatividade natural (SHARMA, 1986). O presente trabalho justifica-se, pois, contribui para ampliar o conhecimento relacionado com a presença da radioatividade natural no ambiente, além de trazer informações sobre a composição e possíveis anomalias nas rochas matrizes selecionadas para análise. (AU) | |
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