| Processo: | 26/25405-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2028 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Claudia Roberta de Castro Moreno |
| Beneficiário: | Davi Emmanuel Malcher de Carvalho |
| Instituição Sede: | Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 24/00949-5 - Centro de Pesquisa em Resiliência em Crises Climáticas e Desastres, AP.CEPID |
| Assunto(s): | Cronobiologia Mercúrio Saúde ambiental Sono Intoxicação do sistema nervoso por mercúrio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cronobiologia | Intoxicação do Sistema Nervoso por Mercúrio | mercúrio | população ribeirinha | saúde ambiental | Sono | Cronobiologia |
Resumo A exposição crônica ao mercúrio constitui um dos principais problemas de saúde pública na Amazônia, afetando populações ribeirinhas que dependem do consumo de pescado como principal fonte proteica. Embora os efeitos neurotóxicos do metilmercúrio estejam amplamente descritos na literatura, a maior parte dos estudos concentra-se em desfechos cognitivos, motores e do neurodesenvolvimento, havendo escassez de investigações sobre os impactos dessa exposição na qualidade do sono e nos ritmos diários. O mercúrio tem capacidade de se bioacumular na glândula pineal, estrutura central na síntese de melatonina e na sincronização dos ritmos circadianos, o que sugere um mecanismo plausível pelo qual a contaminação mercurial pode interferir no ciclo vigília-sono. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre a exposição ao mercúrio e alterações do sono e dos ritmos diários da população ribeirinha do Rio Tapajós. Trata-se de um estudo analítico, transversal e observacional, a ser realizado nas comunidades Maguari e Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra, Pará. Serão entrevistados 220 adultos residentes nas comunidades, por meio de questionários validados sobre qualidade do sono (PSQI), cronotipo e jetlag social (MCTQ) e hábitos alimentares (QFA, EBIA), além de coleta de sangue venoso para dosagem de mercúrio. Os resultados poderão subsidiar políticas públicas de saúde ambiental e justiça socioambiental na Amazônia. (AU) | |
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