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Avaliação experimental do efeito (letal e não letal) de predadores bentônicos com diferentes estratégias de predação, Eriphia gonagra e Thais haemastoma, no bivalve Perna perna

Processo: 09/07678-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Augusto Alberto Valero Flores
Beneficiário:María Soledad López
Instituição-sede: Centro de Biologia Marinha (CEBIMAR). Universidade de São Paulo (USP). São Sebastião , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/03650-3 - Hipótese de alocação do risco e cascatas tróficas: efeito da variação temporal do risco de predação no comportamento alimentar do herbívoro Littorina obtusata e nas defesas induzidas da macroalga Ascophyllum nodosum, BE.EP.PD

Resumo

A maioria dos estudos de predação desenvolvidos no entre-marés rochoso tem enfatizado o efeito letal (mediado pelo consumo) dos predadores na densidade das presas. O efeito não letal, onde as presas apresentam defesas morfológicas e comportamentais induzidas pelo risco de predação, e a possibilidade deste efeito ser estendido para outras espécies da comunidade por meio de interações indiretas está ganhando maior atenção. No Brasil pouco se conhece sobre esses efeitos da predação na estrutura dessas comunidades. A presente proposta visa investigar de forma experimental o efeito de diferentes predadores bentônicos nas populações de Perna perna, bivalve de importância econômica comumente observado no entremarés rochoso do litoral de São Paulo. Os experimentos de laboratório visarão identificar as defesas morfológicas induzidas em indivíduos do bivalve P. perna por duas espécies de predadores bentônicos que utilizam mecanismos de predação distintos, o caranguejo Eriphia gonagra e o gastrópode Thais haemastoma. Em campo será avaliado o efeito direto letal dos dois predadores nos povoamentos do bivalve P. perna e o efeito indireto de E. gonagra na densidade do bivalve mediado pela interação não letal do caranguejo no predador intermediário T. haemastoma. O monitoramento da comunidade natural, quantificando a abundância de predadores, cobertura e recrutamento do bivalve, permitirá discutir sobre a importância da predação na regulação da densidade desses povoamentos. Desta forma, pretende-se obter subsídios para responder questões levantadas recentemente na literatura sobre as interações predador - presa, sendo este um estudo pioneiro no litoral sudeste. O conhecimento gerado pela presente proposta ajudará a entender o funcionamento das comunidades do entremarés rochoso e potencialmente identificar interações-chave para a conservação e manejo destes ecossistemas. (AU)