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Efeito de multimercurio na frequencia das descargas do orgao eletrico (does) de gymnotus carapo.

Processo: 04/14160-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2005
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2005
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Amauri Gouveia Jr
Beneficiário:Fernanda Dias de Moraes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Peixes   Indicadores biológicos

Resumo

Um grande número de peixes possui em seu repertório comportamental a produção de descargas elétricas, sendo por isso denominados peixes-elétricos. Gymnotus carapo caracteriza-se por ser um peixe fracamente elétrico, de distribuição neotropical (ALBERT, 1995) e cujas descargas do órgão elétrico (DOEs) têm a função de eletrolocação e eletrocomunicação (BULLOCK, 1979). Assim como este, muitos outros peixes têm sido expostos a poluição ambiental que vem sendo causada pelo mercúrio, principalmente sob a forma de metilmercúrio, a mais perigosa do ponto de vista toxicológico (AZEVEDO, 2003). Segundo Scott (2004), indicadores comportamentais de toxicidade parecem ideais para avaliar os efeitos de poluentes aquáticos, já que o comportamento é um elemento que liga funções fisiológicas e processos ecológicos. Assim, acredita-se que, se a resposta elétrica de G. carapo estiver sendo alterada em razão da contaminação, a função fisiológica de muitos sistemas deve estar sendo afetada, bem como a ecologia do animal. Sendo assim, as DOEs poderão ser consideradas um indicador comportamental de toxicidade. Diante disso, sabendo da importância que as DOEs têm para os peixes-elétricos e dos danos que o mercúrio tem causado ao ecossistema aquático, o presente estudo tem como objetivo avaliar se a resposta elétrica de G. carapo, enfatizando a freqüência da descarga, pode ser modificada pela contaminação mercurial. (AU)