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Bases para o uso de uma emulsão lipídica com veículo de quimioterápicos no câncer

Processo: 95/09939-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 1996
Vigência (Término): 30 de junho de 1996
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Heny Cassia Zaniboni
Beneficiário:Heny Cassia Zaniboni
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Colesterol   Emulsões (formas farmacêuticas)

Resumo

Células neoplásicas apresentam aumento do número de receptores para lipoproteína de baixa densidade (LDL), chamados receptores B,E. Maranhão e cols demonstraram que uma microemulsão semelhante à parte lipídica da (LDE), composta de éster de colesterol e fosfolípides concentra-se em células neoplásicas que apresentam aumento dos receptores para LDL. A emulsão pode transportar drogas anti-câncer especificamente para células neoplásicas, evitando os efeitos colaterais devastadores da quimioterapia. Recentemente, o mesmo grupo demonstrou que uma emulsão com um conteúdo de triglicérides semelhante ao das lipoproteínas de densidade intermediária, é removida da circulação mais rapidamente do que a LDE. É possível que esta nova emulsão (IDE) ligue-se com mais afinidade aos receptores B,E. Além disso, as partículas da IDE são maiores e têm um núcleo com importante conteúdo de triglicérides. Isso pode proporcionar vantagens na incorporação de quimioterápicos à emulsão e um direcionamento ao sítio de ação das drogas mais eficiente. O presente projeto visa confirmar estas hipóteses. Com este objetivo, são propostas experiências para verificar se o receptor B,E realmente liga a IDE, verificar as taxas de captação da emulsão por células neoplásicas e normais, medir a incorporação de quimioterápicos à emulsão. Finalmente serão adquiridas as imagens cintilográficas da IDE após a injeção em pacientes com câncer de mama, para comprovar sua captação tumoral "in vivo" e registrar a biodistribuição da partícula no homem. Se as hipóteses forem confirmadas, a IDE pode tomar-se um importante instrumento na terapêutica do câncer. (AU)