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Motivação e ansiedade em femêas: aspectos farmacológicos e reprodutivos

Texto completo
Autor(es):
Aline de Mello Cruz
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
Data de defesa:
Membros da banca:
Luciano Freitas Felicio; Newton Sabino Canteras; Cristina de Oliveira Massoco Salles Gomes; Aldo Bolten Lucion; Helenice de Souza Spinosa
Orientador: Luciano Freitas Felicio
Resumo

O comportamento materno pode ser definido como a performance comportamental que a mãe expressa durante os momentos que abrangem desde o período imediato do pré-parto até o momento em que a prole é capaz de sobreviver sozinha sem os cuidados e a atenção materna. O estudo e entendimento dos mecanismos que modulam o comportamento materno podem ter focos diferenciados em relação às consequências na mãe, bem como nos filhotes. O entendimento dos mecanismos neuroanatômicos e neuroquímicos proveniente destes estudos em animais validam importantes fundamentos neurobiológicos de importância crucial para a sociedade em geral, em especial mães que sofrem de distúrbios em período perinatal. No ambiente natural, os animais frequentemente deparam com situações de conflito, e devem fazer escolhas entre diversos comportamentos fundamentais para sua manutenção, tais como alimentação, defesa e reprodução. O enriquecimento ambiental pode promover um impacto positivo ou negativo na expressão de determinados comportamentos. Observou-se um grande impacto da presença de maravalha no momento do teste comportamental, influenciando positivamente a expressão do comportamento materno. Entende-se como modulação (ou seleção) comportamental o ato do animal escolher entre dois ou mais tipos de comportamentos. Pesquisas recentes do nosso grupo de estudos sugerem que alterações no tônus opioidérgico decorridas no terço final da gestação podem modular a expressão de padrões comportamentais no pós-parto. O presente estudo sugere que o pré-tratamento com progesterona durante o período gestacional pode modificar a sensibilidade aos opióides e seus efeitos sobre o comportamento maternal e a seleção comportamental durante a lactação, porém em relação ao desafio farmacológico central, o fenômeno torna-se sutil pois não ocorre ação direta tanto da progesterona exógena quando endógena na substância cinzenta periaquedutal rostro-lateral (PAGrl) ao que se refere ao controle desse paradigma de seleção comportamental. A ação da colecistocinina (CCK) na modulação do comportamento materno parece estar associada ao estado reprodutivo da fêmea modulação em sítios neuroanatômicos específicos. O bloqueio inespecífico dos receptores de CCK neste paradigma de modulação comportamental foi eficiente apenas no que diz respeito ao fenômeno que envolve a saciedade das fêmeas, não promovendo prejuízo em parâmetros de comportamento materno. Em relação à experiência reprodutiva, ratas gestantes e lactantes apresentam melhores desempenhos na caça quando comparadas às ratas virgens, independentemente do desafio farmacológico utilizado. Assim como ocorre na maioria das mulheres, ratas também apresentam diminuição nos níveis de comportamento similar à ansiedade no pós-parto quando comparadas às ratas virgens. A diminuição nos níveis deste comportamento pode influenciar diretamente na habilidade materna. Neste estudo, tal efeito foi maior do que o efeito da própria droga na modulação do comportamento materno neste paradigma comportamental, atenuando a ação ansiogênica do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP). (AU)

Processo FAPESP: 09/53194-1 - Motivação e ansiedade em fêmeas: aspectos farmacológicos e reprodutivos
Beneficiário:Aline de Mello Cruz
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado