Busca avançada
Ano de início
Entree


Suplementação energética para bovinos mantidos em pastagem tropical (Brachiaria brizantha, cv Marandu) manejados em sistema de pastejo rotativo com diferentes alturas de entrada

Texto completo
Autor(es):
João Ricardo Rebouças Dorea
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Flavio Augusto Portela Santos; Luiz Gustavo Ribeiro Pereira; Sila Carneiro da Silva
Orientador: Flavio Augusto Portela Santos
Resumo

Dois experimentos foram conduzidos simultaneamente, para avaliar o uso da suplementação energética para bovinos manejados em diferentes alturas de entrada na pastagem. Foram usados 8 novilhos Nelore canulados no rumen por experimento (Exp. 1: 300 kg de PC ± 5,97, Exp. 2: 343 kg PC ± 7,40) distribuídos em 2 quadrados latinos 4x4. Os tratamentos para o Exp. 1 foram 0 (suplementação mineral) e 0,3 (0,3% do PC em milho moído) combinados com 2 alturas de entrada (25 e 35 cm). A altura de saída foi 15 cm. No Exp. 2 o nível de suplementação foi 0,6% do PC em milho moído. Os animais foram manejados em 2 ha de Capim Marandu, os quais foram adubados com 120 kg de N/há, apresentando valores médios de 13,8 e 11,0% de PB e 58,8 e 63,4% de FDN para pastos de 25 and 35 cm, respectivamente. A DMS e DPB da forragem e da dieta foram maiores (P<0,05) para o manejo da pastagem de 25 cm do que 35. Em ambos os experimentos, o CMS de forragem, energia e total foi maior (P<0,05) para o tratamento de 25 cm, que ao mesmo tempo promoveu menor tempo de pastejo (P<0,05), maior tempo em ócio (P<0,05) e taxa de bocado (P<0,05), menor número de passos por dia e passos entre estações de pastejo (P<0,05), quando comparados com animais mantidos no tratamento de 35 cm. O pH ruminal foi menor (P<0,05 no Exp. 1; P<0,10 no Exp. 2), a N-NH3 ruminal e retenção do N foram maiores (P<0,05) para animais manejados na altura de entrada de 25 cm. Os AGVs e a síntese microbiana não foram afetados (P>0,05) pelo manejo da pastagem. A suplementação em 0,3% (Exp. 1) aumentou (P<0,05) a DMS da dieta, enquanto a suplementação de 0,6% (Exp. 2) reduziu a DPB da forragem (P<0,05), aumentou a digestibilidade da FDN da forragem (P<0,05) e a DMS (P<0,05) e da FDN da dieta (P<0,01). A suplementação em 0,3% (Exp. 1) ou em 0,6% (Exp. 2) reduziu o CMS de foragem (P<0,05) e as taxas de substituição foram 1.63 and 0.72, respectivamente. O CMS total e de energia não foram aumentados (P>0,05) pela suplementação em 0,3%, enquanto o nível de 0,6% foi efetivo em aumentar o CMS total e de energia de bovinos mantidos em pastagem tropical, independente do manejo da pastagem. A suplementação reduziu o tempo de pastejo (P<0,05). Animais suplementados com 0,3% não alteraram (P>0,05) o pH ruminal, a retenção de N e síntese microbia, mas aumentaram (P<0,05) propionato no rumen e diminuíram (P<0,05) N-NH3 ruminal, acetato e relação acetato:propionato. A suplementação com 0,6% diminuiu (P<0,05) o pH ruminal, N-NH3 ruminal, acetato e relação acetato:propionato no rumen, aumentaram (P<0,05) o propionato no rumen, a retenção de N e a síntese microbiana. A glicose plasmática não foi alterada (P>0,05). A altura de pré-pastejo de 25 cm e a suplementação energética de 0,6% do PC foram estratégias eficientes para aumentar o consumo de energia de bovinos mantidos em pastagens de Capim Marandu. (AU)

Processo FAPESP: 11/13369-7 - Suplementação energética para bovinos mantidos em pastagem tropical (Brachiaria brizantha, cv Marandu) manejados em sistema de pastejo rotativo com diferentes alturas de entrada
Beneficiário:João Ricardo Rebouças Dórea
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado