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A seleção do AASI no deficiente auditivo idoso, comparando o desempenho entre a programação padrão e a programação individualizada

Texto completo
Autor(es):
Aline Papin Roedas da Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Bauru.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/SDB)
Data de defesa:
Membros da banca:
José Roberto Pereira Lauris; Wanderléia Quinhoneiro Blasca; Valdéia Vieira de Oliveira
Orientador: José Roberto Pereira Lauris
Resumo

A orelha externa, assim como as demais estruturas do organismo, sente os reflexos do processo de envelhecimento. Esse processo faz com que as estruturas se adaptem para continuarem a exercer suas funções. Tais transformações envolvem a anatomia e fisiologia das estruturas da orelha, destacando-se o meato acústico externo (MAE), onde ocorre o fenômeno do colabamento, uma característica anatômica que altera a captação e transmissão do som para as estruturas de orelhas média e interna. A alteração na transmissão do som culmina na perda auditiva, com prejuízo para a percepção de fala, em vista da dificuldade de discriminação dos sons, característica comum à população idosa. Assim, torna-se necessária a utilização de recursos para suprir essas dificuldades, sendo disponibilizados os aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), mediante a realização de procedimentos de seleção e verificação adequados, com a finalidade de tornar a adaptação personalizada. Desta forma, é proposta a adaptação individualizada no idoso, devido às particularidades anatomofisiológicas nas orelhas dessa população, que devem ser consideradas para o processo de seleção e verificação. Assim, esse estudo tem como objetivo comparar o desempenho entre a programação padrão e a programação individualizada do AASI no deficiente auditivo idoso. Participaram da proposta 30 idosos com deficiência auditiva neurossensorial, bilateral, simétrica e de grau moderado. Realizou-se a programação padrão, baseada nos dados prescritos e a programação baseada na mensuração da RECD. Posteriormente, foi realizada a verificação das duas programações por meio da mensuração da REAR e do teste de percepção de fala (HINT), a fim de se comparar o desempenho das mesmas. Observou-se que, de maneira geral, na amostra, os idosos apresentaram melhores resultados em todas as situações de avaliação quando o AASI foi programado baseando-se na RECD obtida (PRECD), em comparação com a programação padrão (PP). Especificamente na avaliação da REAR, quando ocorreu o desmembramento da amostra pela alteração colabamento, ambos os grupos (orelhas com e sem colabamento), demonstraram melhores resultados numéricos, quando utilizada a programação individualizada (PRECD), porém sem significância estatística no grupo sem alteração (significância em 500 e 1000 Hz). Consequentemente, quando avaliada a amostra total, a PRECD obteve melhor desempenho, apresentando significância estatística. Da mesma forma, na avaliação do teste HINT, as respostas obtidas pelos grupos de indivíduos (com e sem colabamento) e na amostra total, seguiram a mesma tendência da avaliação da REAR. Assim, uma vez que os AASIs obtiveram melhor desempenho na avaliação da REAR com a programação PRECD, no teste HINT, esta mesma programação ofereceu melhores respostas de inteligibilidade de fala em todos os grupos. Portanto, os resultados mostram que mesmo em populações que não possuem características desviantes, deve ser considerada a abordagem individual no processo de seleção e verificação (PRECD), para evitar prejuízos na adaptação dos idosos. (AU)