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Transformação de uma cobertura laterítica por hidromorfia: estudo de uma toposseqüência da Amazônia brasileira (Humaitá-AM)

Texto completo
Autor(es):
Vania Silvia Rosolen
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Geociências
Data de defesa:
Membros da banca:
Adolpho Jose Melfi; Renne Georges Leon Boulet; Adilson Carvalho; Jose Luiz Ioriatti Dematte; Antonio Carlos Moniz
Orientador: Adolpho Jose Melfi
Resumo

A associação de solos do tipo Cambissolo-Glei pouco Húmico recobre uma extensa área da Amazônia brasileira (parte sudoeste da bacia, recoberta pelos sedimentos terciários da Formação Solimões). Nessa região, nas superfícies planas e rebaixadas dos platôs, desenvolvem-se depressões conectadas ou não aos eixos de drenagem regional. Dois tipos de cobertura vegetal associadas, floresta e campo de savana, evidenciam mudanças paleoclimáticas. Estudos anteriores associavam a presença dos Cambissolos com as áreas florestadas e do Glei com as áreas recobertas por savana. Nesta tese, após o estudo do solo na escala da bacia elementar, determinou-se que a repartição dessas duas grandes unidades de solo estão intimamente relacionadas com a topografia e discordantes em relação à distribuição vegetal: o Cambissolo desenvolve-se no platô, enquanto o Glei desenvolve-se nas depressões, estando essas áreas no campo ou na floresta (elas ficam alagadas durante oito meses por ano). O estudo detalhado de uma toposseqüência representativa desse sistema mostra que o solo do platô é argiloso, com horizonte B vermelho, porosidade média a fraca (conseqüentemente com permeabilidade média a fraca), passando na base, a 80cm de profundidade, a uma plintita cuja ocorrência é generalizada na região. Na depressão, o solo é argilo-siltoso a silto-argiloso, branco, passando, a 50cm de profundidade, a uma plintita com dominância de material branco. A organização vertical e lateral dos solos da toposseqüência evidenciou duas dinâmicas de evolução. A primeira, vertical, ocorre exclusivamente no platô e é litodependente. A segunda, lateral, desenvolve-se a partir da depressão e avança para o platô, transformando a cobertura original. Esse último processo determina o desenvolvimento e a expansão de dois horizontes brancos que evoluem a partir da argila manchada e seguem duas vias distintas de evolução: uma, através do desenvolvimento de um horizonte deferruginizado e eluvial, e outra, através do desenvolvimento de um horizonte deferruginizado que ainda conserva as características da argila manchada. Ao término do trabalho, é proposto um modelo de gênese e evolução desse sistema, que fornece a base para predizer a paisagem futura dessa grande área da Amazônia. (AU)

Processo FAPESP: 97/01550-0 - Estrutura, mineralogia e dinâmica de uma paisagem laterítica afetada pela hidromorfia na parte alta do modelado na região de Porto Velho (RO) e Humaitá (AM)
Beneficiário:Vania Silvia Rosolen
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado