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A inter-relação entre a via miR156/SBP e o fitormônio giberelina no controle da transição de fase vegetativo-reprodutivo em tomateiro

Texto completo
Autor(es):
Geraldo Felipe Ferreira e Silva
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Centro de Energia Nuclear na Agricultura
Data de defesa:
Membros da banca:
Fabio Tebaldi Silveira Nogueira; Marcelo Carnier Dornelas; Luciano Freschi; Maria Magdalena Rossi; Victor Alexandre Vitorello
Orientador: Fabio Tebaldi Silveira Nogueira
Resumo

O florescimento é um processo chave no desenvolvimento vegetal. A mudança de identidade do meristema apical de vegetativo para reprodutivo desencadeia reprogramação genética com efeitos em todo o corpo vegetal. Arabidopsis thaliana é conhecida como o principal modelo de estudo para esse processo apresentando até o momento cinco principais vias genéticas regulatórias. Tais vias apresentam redundância, sendo complexa a eliminação total da transição de fase nessa espécie. A via AGE, regulada pela idade da planta, tem como principais reguladores o mir156 e seus alvos diretos, os fatores de transcrição da família SPL/SBP (SQUAMOSA PROMOTER BINDING PROTEIN-like). Uma segunda via é controlada pelo fitohormônio giberelina (GA), o qual atua de maneira oposta em Arabidopsis thaliana (arabidopsis) e Solanum lycopersicum L. (tomateiro). Em tomateiro, diferentemente de arabidopsis, o cruzamento entre mutantes com conteúdo alterado de GA e plantas transgênicas superexpressando o miR156 (156OE; SILVA et al., 2014) demonstraram efeito sinérgico no atraso do tempo de florescimento. A aplicação de GA3 em plantas 156OE apresenta efeito similar aos cruzamentos citados sobre a transição do meristema apical. Em um dos cruzamentos entre mutantes da via GA e plantas 156OE, foi possível obter plantas apresentando completo bloqueio da transição de fase vegetativo-reprodutivo. A oferta extra do florígeno SINGLE FLOWER TRUSS (SFT) via enxertia não foi suficiente para restaurar a transição de fase nessas plantas, sugerindo que vias associadas à GA e AGE regulam alvos em comum, os quais podem ser independentes da regulação por SFT. Além disso, a regulação transcricional, e possivelmente pós-transcricional de alguns genes SBPs por diferentes vias associadas à GA, sugere uma complexa inter-relação entre as vias GA e AGE em tomateiro durante o florescimento. A ação combinada das vias GA e AGE foi capaz de inibir completamente o florescimento em tomateiro, regulação oposta ao verificado na planta modelo Arabidopsis thaliana. O efeito inibitório de GA sobre o florescimento é também visualizado em plantas lenhosas, sugerindo que as descobertas científicas realizadas em tomateiro podem ser expandidas para essas espécies, nas quais a experimentação é lenta e laboriosa (AU)

Processo FAPESP: 13/16949-0 - Regulação da arquitetura vegetativa dè tomateiro (Solanum lycopersicum L.) péla via miR156-SQUAMOSA promoter binding PROTEIN-LIKE (SPL)
Beneficiário:Geraldo Felipe Ferreira e Silva
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado