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O processo de criação em dança e sua relação com elementos da arte visual e musical : uma proposta de utilização de métodos de improvisação de Rolf Gelewski

Texto completo
Autor(es):
Juliana Cunha Passos
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Artes
Data de defesa:
Membros da banca:
Ana Maria Rodriguez Costas; Adilson do Nascimento de Jesus; Paulo José Baeta Pereira; Atílio José Avancini
Orientador: Elisabeth Bauch Zimmermann
Resumo

Esta pesquisa teórico-prática de Doutorado em Artes da Cena tem como tema principal a utilização de improvisações no processo de criação em dança, a partir de métodos elaborados por Rolf Gelewski e as possibilidades de relação entre a Dança e os elementos da linguagem visual e musical. Inicialmente, propôs um resgate histórico do trabalho artístico-pedagógico de Gelewski (1930-1988), dançarino, professor e pesquisador de dança que atuou no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Em um segundo momento, desenvolveu propostas de improvisação com artistas voluntários utilizando elementos da linguagem visual e musical para estimular a criação em dança. Nesta etapa, foram utilizados dois métodos de improvisação, estruturada e livre, contidos na publicação Ver ouvir movimentar-se: dois métodos e reflexões referentes à improvisação na dança (1973) de Gelewski. Esta publicação aborda essencialmente um trabalho com improvisações em dança, a partir de obras musicais sugeridas. Inicialmente foi explorada a utilização de músicas como energia motora e estimuladora do movimento, como propõem os métodos de Gelewski. Posteriormente, o trabalho foi expandido, desenvolvendo improvisações a partir de obras das Artes Visuais (figurativas e abstratas), adaptando os métodos para esta linguagem artística. Por fim, na fase artístico-criativa, improvisações e laboratórios de criação foram realizados para elaboração do espetáculo de dança contemporânea "Doar-se dor", fruto do processo criativo coletivo. Na fase anterior, as relações ocorreram em um único sentido: música ou imagem estimulando a criação de movimentos e de sentidos. Na fase final, foram criadas novas relações e inter-relações entre movimento, imagens (linguagem visual) e sons (linguagem musical), a partir de criações do próprio grupo. As relações romperam as barreiras e extravasaram em múltiplos sentidos e combinações possíveis: Som/Imagem/Movimento que gera imagem, que gera movimento, que gera som, que gera cena, que gera espetáculo... E onde foi mesmo que toda esta criação começou? (AU)