Texto completo
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| Autor(es): |
Glenda Saccomano Castro
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas |
| Data de defesa: | 2010-09-02 |
| Membros da banca: |
Ivone Panhoca;
Ana Paula de Freitas;
Evani Andreatta Amaral Camargo
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| Orientador: | Maria de Lurdes Zanolli; Ivone Panhoca |
| Resumo | |
Esta pesquisa teve como objetivo analisar o processo de interação comunicativa entre duas crianças com síndrome de Down e comportamentos autísticos, com idades de 9 e 12 anos, e entre estas e a terapeuta, enfocando modalidades de comunicação verbal e não-verbal estabelecidas durante brincadeiras de faz-deconta. As crianças frequentam diariamente uma instituição especial localizada no interior do Estado de São Paulo, e apresentam histórias de vida peculiares: uma delas reside em um orfanato desde os 3 meses de idade e a outra reside com a avó paterna, por determinação judicial, devido a uma história conturbada de episódios de agressão, rejeição e negligência por parte da mãe. Tais histórias configuram, portanto, quadros importantes do ponto de vista sócio-histórico afetivo. O estudo foi norteado pelos princípios da pesquisa qualitativa participante de orientação sócio-histórica. A coleta dos dados foi realizada durante sessões fonoaudiológicas semanais na instituição frequentada pelas crianças, em um período de 6 meses, com aproximadamente uma hora de duração cada. Após a seleção dos episódios considerados mais significativos para o propósito deste estudo (a partir da vídeo-gravação das sessões realizadas e posterior transcrição) os dados foram analisados considerando-se tanto as premissas da análise microgenética (que evidenciam a análise minuciosa de um processo) quanto as formulações do paradigma indiciário (que apontam para a importância dos pormenores, dos indícios). Os resultados mostraram que, a partir da mediação da terapeuta, as crianças apresentaram, com maior frequência, intenção comunicativa e interesse pela interação, inclusive com utilização da comunicação não-verbal e início da comunicação verbal por parte de uma delas, durante as brincadeiras de faz-de-conta. Concluiu-se, portanto, que as crianças apresentaram desenvolvimento qualitativo na interação comunicativa, tanto entre elas quanto entre elas e a terapeuta, possibilitando a construção e o compartilhamento de significados, com a inserção destes sujeitos nas situações ali vivenciadas (AU) | |
| Processo FAPESP: | 08/52585-4 - Analise do desenvolvimento da gestualidade e linguagem oral no processo interacional de duas criancas com sindrome de down associada a caracteristicas autisticas |
| Beneficiário: | Glenda Saccomano Castro |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |