Texto completo
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| Autor(es): |
Raulindo Santana Silva Veloso
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Geociências (IG/BT) |
| Data de defesa: | 2023-05-24 |
| Membros da banca: |
Ginaldo Ademar da Cruz Campanha;
Luiz Guilherme Knauer
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| Orientador: | Ginaldo Ademar da Cruz Campanha |
| Resumo | |
Esta dissertação apresenta novas descobertas e investiga questões sobre a Geologia Estrutural da região do aulacógeno de Paramirim. A área de estudo é compreendida como um sistema de riftes intracontinentais desenvolvidos no cráton do São Francisco a partir do período estateriano e que inclui rochas sedimentares do Paleoproterozoico ao Neoproterozoico dos Supergrupos Espinhaço e São Francisco. Durante o ciclo orogênico Brasiliano, esse sistema de riftes e bacias sedimentares sofreu inversão tectônica, resultando no desenvolvimento de dois principais fold-and-thrust belts com vergências tectônicas opostas: a Serra do Espinhaço Setentrional e a Chapada Diamantina Ocidental. O estudo inclui a quantificação da deformação finita, modelagem de matrizes de deformação, modelagem geológica cinemática e estimativas do encurtamento tectônico para a área. Os resultados estimam um encurtamento tectônico para a Chapada Diamantina Ocidental de 17.0% 19.4% e para a Serra do Espinhaço Setentrional de 13.5% 16.3%. Considerando os valores obtidos da relação X/Z dos elipsoides de deformação finita, ambos fold-and-thrust belts foram submetidos a uma magnitude similar de deformação. No entanto, as áreas se diferenciam quanto ao regime de deformação, orientação axial e forma dos elipsoides de deformação finita. A primeira exibe principalmente elipsoides oblados, enquanto a última apresenta elipsoides de forma prolata. O domínio da Chapada Diamantina Ocidental é caracterizado por um regime de empurrões e dobras associadas, enquanto a Serra do Espinhaço Setentrional exibe uma combinação de empurrões, dobras e tectônica transcorrente, com ocorrência de partição de deformação. Além disso, as estimativas de encurtamento tectônico para a área destacam a natureza da região como uma zona de deformação neoproterozoica, o que suporta a hipótese de uma zona de não rigidez entre os segmentos ocidentais e orientais do cráton do São Francisco. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 22/00433-3 - Aulacógeno do Paramirim: análise da deformação finita e encurtamento tectônico, implicações para a evolução do cráton do São Francisco e seus orógenos marginais |
| Beneficiário: | Raulindo Santana Silva Veloso |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |