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Propriedades de medida do Craniocervical Flexion Test em pacientes com migrânea: confiabilidade intra e interexaminador e validade de constructo

Texto completo
Autor(es):
Amanda Rodrigues
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Debora Bevilaqua Grossi; Helen Cristina Nogueira Carrer; Silvia Maria Amado João
Orientador: Debora Bevilaqua Grossi
Resumo

Introdução: A migrânea é uma de cefaleia primária, altamente incapacitante e frequentemente associada a disfunções cervicais. Uma das possíveis disfunções presentes nestes pacientes é a redução na ativação dos músculos flexores profundos do pescoço, que pode ser avaliada através do Craniocervical Flexion Test (CCFT). Este teste é amplamente utilizado e recomendado por especialistas internacionais para a avaliação de pacientes com migrânea, mas ainda havia uma lacuna sobre a confiabilidade e validade de constructo do CCFT, tanto para uso clínico quanto para a pesquisa. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade intra e inter-examinador e a validade de constructo do CCFT em pacientes com migrânea. Métodos: A amostra foi composta por 103 mulheres com idade entre 18 e 55 anos, diagnosticadas com migrânea, de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleias - 3ª edição. Foram excluídas mulheres com histórico recente de trauma cervical ou facial, gravidez, doenças sistêmicas não controladas ou que receberam bloqueio anestésico na região craniocervical nos últimos três meses. Foram coletados os dados clínicos e as participantes responderam aos questionários Headache Impact Test (HIT-6), Neck Disability Index (NDI) e 12-item Allodynia Symptom Checklist/Brazil (ASC-12/Brasil). Todas as participantes foram submetidas ao CCFT três vezes, sendo as duas primeiras avaliações realizadas pelos examinadores A e B na primeira visita e a terceira pelo examinador A após 7 dias da primeira visita. Além disso, foram avaliadas a força cervical através da contração isométrica voluntária máxima e a resistência dos músculos flexores do pescoço. Resultados: A confiabilidade intra-examinador do CCFT foi considerada boa (ICC= 0,81; 95% CI: 0,73-0,87), enquanto a confiabilidade inter-examinador foi moderada (ICC= 0,55; 95% CI: 0,40-0,67). O erro padrão da medida foi, respectivamente, de 1,31 mmHg e 1,36 mmHg, para intra-examinador e inter-examinador, com a mínima mudança detectável de 3,63 mmHg e 3,77 mmHg. Além disso, uma análise de regressão linear múltipla revelou que o desempenho no CCFT estava significativamente associado às pontuações no HIT-6 e ao tempo de resistência cervical (p = 0,004, R = 0,35). Conclusão: O CCFT apresenta uma confiabilidade adequada tanto intra quanto inter-examinador para a população de pacientes com migrânea. Melhores resultados no teste estão associados a menor impacto da migrânea e melhor resistência cervical, independentemente da dor cervical. Dessa forma, este estudo corrobora para o uso do teste na avaliação de pacientes migranosas, ressaltamos a importância da avaliação clínica detalhada para melhor compreender o quadro clínico da doença e assim, intervir de maneira adequada. (AU)

Processo FAPESP: 21/14588-6 - Propriedades de medida do Craniocervical Flexion Test em pacientes com migrânea: confiabilidade intra e interexaminador e validade de constructo
Beneficiário:Amanda Rodrigues
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado