Texto completo
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| Autor(es): |
Maria Carolina da Silva Nogueira de Matos
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Instituto Oceanográfico (IO/DIDC) |
| Data de defesa: | 2025-07-14 |
| Membros da banca: |
Michel Michaelovitch de Mahiques;
Isabel Montoya Montes;
Luiz Antonio Pereira de Souza
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| Orientador: | Michel Michaelovitch de Mahiques |
| Resumo | |
As margens continentais passivas são divididas e classificadas com base em seus componentes morfológicos e gradientes, a fim de facilitar a compreensão dos processos sedimentares que agem sobre cada ambiente. O talude continental é um dos componentes que integram as margens passivas, sendo caracterizado por possuir a maior declividade. A dinâmica interna associada à halocinese, correntes de contorno e fluxos gravitacionais moldam e remodelam a morfologia desse componente. A área de estudo compreende o talude sul da Bacia de Santos, entre os paralelos de 25º e 29ºS, a fim de verificar a influência da Bifurcação de Santos sobre a morfologia de fundo. A cobertura sedimentar e a morfologia dessa região resultam da tectônica de placas, halocinese, mudança do nível relativo do mar e dos processos hidrodinâmicos, apresentando uma coluna de água com características únicas. Entre os paralelos de 25ºS e 27ºS, ocorre a bifurcação do Giro Subtropical em sua porção intermediária, denominada Bifurcação de Santos, formando, para norte, a Corrente de Contorno Intermediária (CCI), responsável pelo transporte da Água Intermediária Antártica. O fluxo dessa corrente é contrário ao fluxo das correntes superficiais e profundas. O ramo que se orienta para o sul incorpora-se à Corrente do Brasil (CB). A CB influencia desde a superfície, até 1200 m de profundidade, sendo responsável pelo transporte da Água Tropical, da Água Central do Atlântico Sul e da Água Intermediária Antártica. Foram analisados 61 perfis sísmicos, realizado um modelo geomorfológico com dados disponíveis e compilados dados de correntes, existentes para a área. O talude foi descrito com base em diferentes dimensões de feições morfológicas. Em relação à morfologia geral, o talude sul apresenta uma tendência linear-sigmoidal, com uma morfologia positiva e terraços ao longo de sua extensão, encaixando-se como um talude above-grade com degraus. Os terraços descritos no talude superior e inferior apresentam feições erosivas de larga escala, como faixas de superfície de abrasão along-slope e incisões down-slope. Ademais, foram descritas feições deposicionais, como o plastered drift, ao longo do talude médio. Nessa escala, discutiu-se a influência do controle estrutural e dos processos gravitacionais na formação do Cânion Cananéia. Em menores dimensões, foram analisadas feições geradas a partir do escape de gás, e associadas à halocinese, como pockmarks, montes carbonáticos e diápiros exumados. Da mesma forma, analisou-se a interação da corrente de contorno local e fluxos down-slope com essas feições, como na orientação de pockmarks strings, pequenos canais contorníticos e depressões alongadas ao redor de elevações. Dessa forma, diferentemente da porção norte da Bacia de Santos, onde há a influência da CCI, tendo em vista a presença de sistemas deposicionais contorníticos e feições de escala local características de processos gerados a partir de correntes de contorno, o segmento sul apresenta uma maior influência de processos gravitacionais. As velocidades mínimas da CB sobre o talude médio, juntamente à presença de plastered drifts, favorecem o desenvolvimento de feições características de fluxos down-slope, como cânions e depósitos de transporte em massa. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 23/05107-0 - Morfologia do talude continental na área de influência da Bifurcação de Santos |
| Beneficiário: | Maria Carolina da Silva Nogueira de Matos |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |