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Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras

Texto completo
Autor(es):
Luis Felipe Ferreira Batista
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALA/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Pablo Vidal Torrado; Paulo Cesar Fonseca Giannini; Fabiano do Nascimento Pupim
Orientador: Pablo Vidal Torrado
Resumo

Planícies fluviais de rios meandrantes apresentam feições e ambientes de acumulação de água e sedimentos orgânicos ou inorgânicos. Os ambientes saturados e mal drenados são propícios à acumulação de matéria orgânica e se isso se dá de forma intensa e estável ao longo do tempo, pode dar origem a turfeiras. Os solos do ecossistema turfeira são os Organossolos que são importantes reservatórios de carbono e podem ter emissões significantes de gás metano, estocando cerca de 30% do carbono em solos no mundo. No Brasil a maioria dos estudos sobre turfeiras estão focados em ambientes altimontanos. Na planície litorânea sul do Estado de São Paulo, mais precisamente no Baixo Rio do Ribeira de Iguape (BRRI), foram mapeados cerca de 70 mil hectares de Organossolos em levantamentos de escala de reconhecimento, o que caracteriza a região como uma das maiores áreas de ocorrência desses solos no Continente Sul- Americano. Esta planície foi afetada por duas transgressões marinhas (Pleistoceno Superior e Holoceno), o que alterou o nível de base e influenciou fortemente na formação dos depósitos sedimentares e das formas de relevo relacionadas. Neste estudo, são discutidas as relações entre a evolução do relevo na planície fluvial-estuarina do BRRI, com a gênese das turfeiras costeiras sob floresta paludosa na região subtropical do Brasil, tendo em vista as lacunas acerca da origem desses ecossistemas e sua evolução ao longo do Quaternário tardio. Para isso foram efetuados caracterização e mapeamentos das unidades morfossedimentares e dos seus depósitos, datações Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) e de 14C, alem da caracterização morfológica, química e física dos solos. Os dados obtidos em campo e no escritório foram integrados ao mapeamento morfossedimentar, que também utilizou de ferramentas de sensoriamento remoto e softwares de SIG. As turfeiras se relacionam com a formação de vales incisos que evoluíram para um sistema de estuário tipo ria na última transgressão marinha (holocênica). Durante o fechamento da planície por ilhas barreira, os ambientes aquáticos foram colonizados por plantas aquáticas em um processo de terrestrialização com posterior paludização que deu origem aos Organossolos. Embora haja uma ocorrência importante de turfeiras, o modelo de evolução geomorfológica associado ao mapa de feições morfossedimentares prevê que a ocorrência real de Organossolos no BRRI é significativamente inferior ao previsto no passado por mapeamento pedológico de reconhecimento feito para o Vale do Ribeira de Iguape. (AU)

Processo FAPESP: 24/03483-7 - Evolução geomorfológica do Baixo Vale do Rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras Holocênicas
Beneficiário:Luis Felipe Ferreira Batista
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado