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Manejo de lianas em bordas de floresta estacional semidecidual e de cerradão, Santa Rita do Passa Quatro, SP

Texto completo
Autor(es):
Sônia Maria Schaefer Jordão
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Data de defesa:
Membros da banca:
Ricardo Ribeiro Rodrigues; Sergius Gandolfi; Natalia Macedo Ivanauskas; Vania Regina Pivello; Edson José Vidal da Silva
Orientador: Ricardo Ribeiro Rodrigues
Resumo

No Estado de São Paulo, dentro de uma mesma zona climática, a floresta estacional semidecidual e o cerradão são comumente encontrados dividindo o espaço. Atualmente, essas duas formações encontram-se reduzidas a pequenos fragmentos florestais, em estágio avançado de perturbação. Com a fragmentação da floresta, há um aumento da luminosidade nas bordas dos remanescentes florestais e lianas heliófitas podem aumentar suas populações e competir vigorosamente com as espécies arbustivo-arbóreas. O objetivo desse estudo foi verificar o efeito do manejo das lianas sobre o processo de restauração florestal em bordas perturbadas de floresta estacional semidecidual e de cerradão. Também foi analisada a influência do tipo de vizinhança sobre a borda florestal e sobre os resultados do manejo. O experimento foi instalado na região de Santa Rita do Passa Quatro, SP, em bordas de floresta estacional semidecidual, com vizinhanças de cana-de-açúcar e rodovia e em bordas de cerradão, com vizinhanças de eucalipto, cana-deaçúcar e rodovia. O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com parcelas de 100m2 e 3 repetições. Nas bordas de floresta estacional semidecidual foram testadas 3 técnicas de manejo: corte de lianas (C), corte de lianas + revolvimento do solo (CR) e corte de lianas + plantio de espécies arbóreas nativas (CP). Nas bordas de cerradão foram testadas 2 técnicas de manejo: corte de lianas (C) e corte de lianas + revolvimento do solo (CR). Para análise do processo de restauração florestal, foram avaliados o crescimento médio em altura e diâmetro das espécies arbustivoarbóreas, a mortalidade média e o número médio de indivíduos ingressantes no estrato arbustivoarbóreo, a chuva de sementes e a mortalidade média e o número médio de indivíduos ingressantes no estrato da regeneração. Nas duas formações florestais, verificou-se uma diminuição na riqueza de espécies arbustivo-arbóreas e no número de árvores de maior porte, no sentido das bordas com vizinhança de eucalipto, para as bordas com vizinhanças de cana-de-açúcar e rodovia, respectivamente. Tanto nas bordas de floresta estacional semidecidual, quanto de cerradão, os resultados do manejo das lianas foram influenciados pelo grau de infestação por lianas, pela estrutura da vegetação recém manejada, pelas espécies presentes e pela vizinhança do fragmento florestal. Embora na maioria dos casos as diferenças não tenham sido significativas, efeitos positivos do corte das lianas foram observados para o crescimento médio em altura ou diâmetro dos indivíduos, principalmente nas áreas mais infestadas. No entanto, nas bordas com vizinhança de rodovia, o corte das lianas pode intensificar os efeitos de borda, a ponto de prejudicar o ingresso das espécies arbustivo-arbóreas no estrato da regeneração. Nas bordas de floresta estacional semidecidual, o corte das lianas não será suficiente para promover a recuperação da fisionomia florestal, pois os indivíduos presentes sob as lianas correspondem a espécies de subbosque, sendo necessário o enriquecimento das bordas com espécies de dossel. Nas duas formações florestais, o revolvimento superficial do solo não favoreceu a regeneração das espécies arbustivo-arbóreas. (AU)

Processo FAPESP: 05/55885-0 - Manejo de lianas para restauração de Fragmentos Florestais Degradados (Parque Estadual de Vassununga - SP)
Beneficiário:Sônia Maria Schaefer Jordão
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado