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Análise dendroclimatológica do cedro (Cedrela fissilis L. - Meliaceae) para reconstrução do cenário ambiental recente da cidade de São Paulo, SP

Texto completo
Autor(es):
Gustavo Burin Ferreira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências (IBIOC/SB)
Data de defesa:
Membros da banca:
Gregório Cardoso Tápias Ceccantini; Paulo Inácio de Knegt López de Prado; Jochen Schongart
Orientador: Gregório Cardoso Tápias Ceccantini
Resumo

Desde a revolução industrial, o consumo de combustíveis fósseis pelo homem vem crescendo em ritmo acelerado. Com isso, aumentam também as concentrações dos chamados gases-estufa (CO2, CH4 e NxO). Isso gera alterações no clima, causando mudanças em fatores bióticos e abióticos, tanto em ambientes naturais quanto em ambientes urbanos. Algumas dessas mudanças são típicas de ambientes urbanos, como as Ilhas de Calor Urbanas e a Inversão Térmica, e devido ao fato de grande parte da população atual viver neste tipo de ambiente, acabam causando diversos problemas de saúde. É importante, portanto, conhecer como o clima destes ambientes tem se comportado nos últimos anos, e isso é possível através da análise dos anéis de crescimento de árvores urbanas. Além disso, os dados de crescimento podem ser utilizados para calibrar modelos de dinâmica florestal. Sendo assim, o presente trabalho pretende construir cronologias de anéis de crescimento de cedro (Cedrela fissilis L.) da cidade de São Paulo, e utilizá-las para reconstruir o clima do último século para essa cidade, além de usar estes dados de crescimento para a parametrização de novos elementos em um modelo de dinâmica florestal já existente. Para isso, utilzou-se 43 indivíduos coletados em 4 localidades da cidade de São Paulo, que foram colados em suporte, polidos, datados, fotografados e tiveram a largura dos anéis de crescimento medidas. Além disso, também tomou-se medidas de áreas de vaso para alguns anéis pré-determinados. As larguras dos anéis foram utilizadas para a construção de cronologias, que posteriormente foram usadas para a criação de modelos de reconstrução climática. Foi possível encontrar relações entre precipitação e temperatura e o crescimento das árvores para dois dos locais de coleta, sendo que para um deles foi possível reconstruir estas variáveis climáticas para determinados meses do ano. Com os dados de crescimento, foi possível parametrizar uma nova equação inserida no modelo de Falster et al., 2011, que insere o efeito de temperatura na parte do modelo relacionada à fotossíntese da espécie simulada. Após a inserção da nova equação, foi possível observar mudanças na periodicidade dos ciclos de recrutamento da floresta. (AU)