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Diversidade florística e estrutura vegetacional das tipologias florestais ocorrentes em diferentes sub-biomas de planície costeira e baixa encosta de bertioga (SP)

Texto completo
Autor(es):
Felipe de Araújo Pinto Sobrinho
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Celia Regina de Gouveia Souza; Dorothy Sue Dunn de Araujo; Rejan Rodrigues Guedes-bruni; Yuri Tavares Rocha; Ricardo Ribeiro Rodrigues
Orientador: Celia Regina de Gouveia Souza
Resumo

O presente estudo foi desenvolvido nas planícies costeiras do Itaguaré e do Guaratuba localizadas no município de Bertioga (litoral central do Estado de São Paulo) e teve como objetivo descrever e comparar aspectos florísticos e estruturais das tipologias florestais que ocorrem em diferentes associações com depósitos sedimentares e solos. Foram inventariados 12 florestas: a) Floresta baixa de Restinga sobre cordões litorâneos holocênicos amostrada na planícies costeiras do Guaratuba (FbR/G); b) Floresta baixa de Restinga sobre cordões litorâneos holocênicos presente na planícies costeiras do Itaguaré (FbR/I), c) Floresta alta de Restinga sobre cordões litorâneos holocênicos (FaR1/G), d) Floresta alta de Restinga sobre terraços marinhos holocênicos presente na planícies costeiras do Guaratuba (FaR2/G); e) Floresta alta de Restinga sobre terraços marinhos holocênicos presente na planícies costeiras do Itaguaré (FaR2/I); f) Floresta alta de Restinga sobre terraços marinhos baixos pleistocênicos presente na planícies costeiras do Guaratuba; g) Floresta alta de restinga sobre terraços marinhos baixos pleistocênicos presente na planícies costeiras do Itaguaré (FaR3/I); h) Floresta alta de Restinga úmida sobre depressões estuarinas paleolagunares rasas holocênicas (FaRu) i) Floresta Paludosa sobre sobre depressões paleolagunares profundas holocênicas (FPa); j) Floresta Aluvial sobre terraços fluviais pleistocênicos (FAL), K) Floresta de transição Restinga- Encosta sobre depósitos mistos holocênicos a atuais (FTr1) e L) Floresta de transição Restinga- Encosta sobre depósitos de encostas pleistocênicos a atuais (FTr2). A amostragem foi realizada pelo método de parcelas, sendo incluídos todos os indivíduos com diâmetro a 1,3 m (DAP) 10cm. Na área inventariada, que totalizou 1,2 ha, foram encontradas 130 espécies e 42 famílias botânicas. Foram verificadas diferenças na riqueza e diversidade entre Florestas presentes sobre um mesmo substrato geológico situadas em planícies diferentes. FAL apresentou a maior riqueza e diversidade entre todas as florestas comparadas, A análise da similaridade florística entre as 12 áreas estudadas formou quatro grupos, levando em conta o tipo de substrato geológico e a distância geográfica. A espécie Ilex Theezans Mart. ex Reissek se destacou quanto ao valor de importância (VI) e a densidade relativa (DR) nas duas Florestas baixas de Restinga resultado esse que se repete em outros estudos no litoral de São Paulo, sendo uma espécie potencial para restauração dessa tipologia florestal no estado de São Paulo. Nas Florestas altas de Restinga, Eriotheca pentaphylla (Vell.) A. Robyns de destacou quanto ao VI e DR em quatro florestas (FaR1/G, FaR2/G, FaR3/G e FaR3/I) sendo uma espécie potencial para restauração dessa tipologia na região de estudo. Na FAL, Ocotea dispersa (Nees) Mez foi a espécie que apresentou maior VI, maior DR e maior Dominância relativa (DoR), sendo essa espécie típica da Floresta Ombrófila Densa das Encostas da Serra do Mar. Em SB-FTr1 e SB-FTr2 a espécie Eriotheca pentaphylla se destacou com maior VI, mas apresentou maiores DR e DoR apenas no SB-FTr2. No SB-FTr1 essa espécie apresentou apenas a maior DoR, uma vez que a maior DR foi obtida para Syagrus pseudococos (Raddi) Glassman. Tabebuia cassinoides (Lam.) DC aparece com maior VI e maior DR nas duas florestas sobre depressões estuarinas paleolagunares (FaRu e FPa). Florestas presentes sobre VII substratos continentais (FAL, FTr1 e FTr2) apresentaram maiores desenvolvimento em altura, fato esse provavelmente associado a condições pedológicas e ao nível do lençol freático. As florestas que ocorrem em substratos marinhos mais antigos (pleistoceno) apresentaram árvores mais desenvolvidas em tamanho do que as Florestas altas presentes nos substratos mais novos (holoceno). Os menores valores de correlação entre altura e DAP ocorreram nas Floresta baixa de Restinga, indicando um padrão mais horizontal de dispersão das alturas, onde o incremento em altura não acompanha o incremento em DAP. A análise de componentes principais (PCA) indicou quatro grupos de sub-biomas levando em consideração a variação nos parâmetros químicos dos solos. Todos as florestas apresentaram solos com elevada acidez. Maiores teores de matéria orgânica foram encontrados nas florestas sobre sedimentos continentais que preenchem as depressões estuarinas - paleolagunares, e os menores ocorreram nas florestas baixas de Restinga. Todas as áreas apresentam limitação quanto à fertilidade dos solos. (AU)

Processo FAPESP: 08/56341-2 - Diversidade florística e estrutura vegetacional das tipologias florestais ocorrentes na planície costeira e média encosta de Bertioga (SP): uma ênfase nos sub-biomas
Beneficiário:Felipe de Araujo Pinto Sobrinho
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado