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Utilização de radiação gama em melões cantaloupe (Cucumis melo L. var. Cantaloupensis) como técnica de conservação pós-colheita

Texto completo
Autor(es):
Alessandra Aparecida Zilio Cozzo de Siqueira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Centro de Energia Nuclear na Agricultura
Data de defesa:
Membros da banca:
Julio Marcos Melges Walder; Valter Arthur; Gerson Antonio Groppo; Érika Maria Roel Gutierrez; Ricardo Alfredo Kluge
Orientador: Julio Marcos Melges Walder
Resumo

A fruticultura brasileira é uma das culturas de maior expansão no mercado internacional, porém os atributos de qualidade e de tecnologias pós-colheita não vêm acompanhando esta situação. Associado ao mercado internacional de frutas, o consumo no Brasil visa excepcionalmente, o valor nutricional, em vista da necessidade de nutrientes para a grande maioria da população. Tecnologias como a radiação ionizante aplicadas na pós-colheita, podem conservar as características físico-químicas, nutricionais e sensoriais originais permitindo aos mercados consumidores receberem frutos com ótimas qualidades. Este trabalho avaliou durante três etapas, a aplicação da radiação ionizante, originária do Cobalto 60, em melão Cantaloupe visando a conservação pós-colheita durante 7 dias de armazenamento a temperatura variando de 20-22ºC.Foram estabelecidos os limites de doses de radiação através de 7 intervalos de doses (0, 150, 300, 450, 600, 750 e 900Gy) baseados nas doses quarentenárias múltiplas de 150 Gy, para o estabelecimento de doses mínima, máxima e ideal. Posteriormente, foram acompanhadas as características físico-químicas e nutricionais da tecnologia aplicada nos melões Cantaloupe e, por fim, as características sensoriais, através do teste de aceitabilidade.Os resultados indicaram que doses acima de 450 Gy afetaram os parâmetros físicos de firmeza, rendimento de polpa e cor (L e a*). Todavia, analisando-se os parâmetros físico-químicos e nutricionais, as doses 450 e 900 Gy mantiveram os resultados estáveis de pH, acidez titulável, sólidos solúveis, cor (a* e b*), clorofila e carotenóides, compostos fenólicos, além da taxa respiratória e do nível de etileno. O período de armazenamento foi o fator mais importante que afetou a qualidade dos frutos, independente das doses utilizadas. Pelo teste de aceitabilidade, os frutos mais apreciados pelos degustadores foram os melões irradiados com doses de 450 e 900 Gy. Portanto, concluiu-se que, a radiação ionizante é uma tecnologia viável para a conservação pós-colheita de melão Cantaloupe, porém, deve ser utilizada em combinação com outras tecnologias, especialmente para o controle de fungos (AU)

Processo FAPESP: 03/06321-1 - Implantação de sistema funcional de controle de qualidade, associado as radiações ionizantes, como método de conservação pós-colheita a ser utilizado como padrão na cadeia de comercialização de melões
Beneficiário:Alessandra Aparecida Zilio Cozzo de Siqueira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado