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Avaliação diagnóstica para Leishmania spp. e Trypanosoma cruzi em gatos domésticos procedentes da associação protetora dos animais do município de Ilha Solteira, SP, Brasil

Texto completo
Autor(es):
Maria Fernanda Alves Martin
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Botucatu. 132 f.
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Medicina.
Data de defesa:
Membros da banca:
Denise Saraiva Bresciani; Virginia Bodelão Richini Pereira
Orientador: Simone Baldini Lucheis
Resumo

As leishmanioses são zoonoses que acometem o homem e outras espécies de mamíferos silvestres e domésticos. É uma doença causada por protozoários intracelulares do gênero Leishmania. O agente causador da leishmaniose visceral no Novo Mundo é Leishmania infantum (syn. L. chagasi), sendo Lutzomya longipalpis o principal vetor responsável pela sua transmissão. O gato doméstico também desenvolve a infecção, geralmente de forma assintomática, podendo atuar também como reservatório destes protozoários. Tendo em vista a inespecificidade dos achados clínicos da leishmaniose felina (LF), a ausência de sinais e a semelhança dos aspectos clínicos dessa enfermidade com outras enfermidades em gatos, como a micoplasmose, leucemia felina (FIV) e síndrome da imunodeficiência felina (FeLV), esta zoonose deve ser sistematicamente incluída nas suspeitas clínicas de gatos em áreas endêmicas para leishmanioses canina e humana. Foram utilizadas amostras de sangue de 55 gatos procedentes da Associação Protetora dos Animais (APAISA) de Ilha Solteira, co-habitantes com cães portadores de leishmaniose visceral. À técnica de hemocultura, 16,4% (9/55) dos gatos apresentaram protozoários flagelados. A Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) para L. infantum (syn. L. chagasi) foi testada em 51 gatos, revelando 62,7% (32/51) de animais reagentes. Testando-se a técnica de RIFI para Trypanosoma cruzi, 54,9% (28/55) dos animais foram reagentes. Pela busca de anticorpos anti-Leishmania e anti-Trypanosoma, pela técnica de ELISA indireto com antígeno bruto, encontrou-se 72,5% (37/51) e 39,2% (20/55) de animais reagentes, respectivamente. Com o teste de ELISA indireto com rK39 para Leishmania infantum (syn. L.chagasi), obteve-se a positividade em 21,6% (11/51) dos felinos testados. Pela Reação em Cadeia pela Polimerase (PCR), das 55 amostras de sangue total testadas, cinco (9,1%) foram positivas ... (AU)

Processo FAPESP: 10/13602-0 - Avaliação diagnóstica e epidemiológica para Doença de Chagas e Leishmaniose visceral em gatos domésticos (Felis catus domesticus) procedentes do município de Ilha Solteira, SP
Beneficiário:Maria Fernanda Alves Martin
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado