Resumo
EMU concedido no processo 2014/50884-5: Cromatógrafo de íons da Dionex. (AU)
Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências (IB) (Instituição Sede da última proposta de pesquisa) País de origem: Brasil
Marcos Silveira Buckeridge é Professor Titular do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e Vice-Diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP). Atuou por vinte anos como Pesquisador Científico do Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo antes de ingressar na USP, em 2006.Sua trajetória científica é marcada pela integração entre biologia vegetal, bioenergia, mudanças climáticas, sustentabilidade e políticas públicas. Suas pesquisas contribuíram para a compreensão da estrutura e da dinâmica da parede celular vegetal, especialmente em gramíneas de interesse energético, como a cana-de-açúcar. Formulou a Teoria do Código Glicômico, que propõe a existência de propriedades informacionais associadas à organização estrutural dos polissacarídeos vegetais.Ao longo da carreira, desenvolveu estudos pioneiros sobre as respostas de plantas tropicais ao aumento da concentração atmosférica de CO2, à seca e à temperatura elevada, elucidando mecanismos fisiológicos e metabólicos relacionados à redistribuição de carbono, à sinalização de carboidratos e à adaptação das plantas às mudanças climáticas. Seus trabalhos envolveram espécies nativas de diversos biomas brasileiros : Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, além de culturas agrícolas como cana-de-açúcar, soja, milho, feijão e citros.Foi membro fundador do Programa BIOEN-FAPESP e diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE/CNPEM) entre 2009 e 2012. Coordenou o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (INCT do Bioetanol) entre 2008 e 2025 e, em 2018, foi eleito diretor do Instituto de Biociências da USP.No IEA-USP, criou e coordenou o Programa USP-Cidades Globais, ampliando sua atuação para as Ciências Urbanas Aplicadas, com foco em arborização urbana, adaptação climática, sustentabilidade e formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.Participou do Fifth Assessment Report (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e, em 2017, integrou, como autor, o Relatório Especial sobre Aquecimento Global de 1,5 C do IPCC, publicado em 2018.Além da atuação científica, exerceu funções de liderança acadêmica e institucional, incluindo a presidência da Sociedade Botânica de São Paulo (2001-2005) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (2015-2019). Foi também presidente da Association of Brazilian Students and Researchers in Great Britain (1993-1994). Sua atuação atual concentra-se em biologia de sistemas, teoria de redes, metabolismo do carbono, sustentabilidade urbana e na integração entre ciência, políticas públicas e sistemas complexos. Durante os últimos cinco anos, figura entre os 20 mil pesquisadores mais produtivos do mundo e entre os mil mais produtivos do Brasil. (Fonte: Currículo Lattes)
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EMU concedido no processo 2014/50884-5: Cromatógrafo de íons da Dionex. (AU)
Resumo do projetoO projeto visa investigar a degradação do bagaço de cana e do polímero arabinoxilano durante o processo digestivo de baratas da espécie Periplaneta americana, e também pelo consórcio bacteriano originado das baratas de Nauphoeta cinerea (NaLC). A 1a parte do projeto investigará o efeito das diferentes dietas na atividade enzimática, expressão gênica/proteica, análises mor…
A alocação de recursos para o reparo e manutenção de equipamentos e a reforma de laboratórios é uma necessidade constante do Instituto de Biociências, pois possibilita aos pesquisadores agilidade na melhoria e aperfeiçoamento da infraestrutura de pesquisa. A aquisição de materiais permanentes atenderá necessidades específicas de alguns laboratórios multiusuários da Unidade. (AU)
A proposta do INCT para o próximo período visa integrar os conhecimentos obtidos nos últimos 6 anos para montar uma série de consórcios de enzimas que sejam capazes de hidrolisar a parede celular da cana com eficiência e rapidez. O foco principal será a combinação de consórcios enzimáticos com biomassas de cana de diferentes variedades e de plantas transformadas geneticamente de forma a e…
A bioeconomia propõe o uso racional e renovável de recursos biológicos para promover um modelo de desenvolvimento sustentável, integrando inovação tecnológica, conservação ambiental e crescimento econômico. A valorização de resíduos agroindustriais constitui uma estratégia central nesse modelo de desenvolvimento, permitindo a obtenção de biomoléculas de alto valor agregado a partir de bio…
A cana-de-açúcar é estudada por seu potencial biotecnológico, especialmente na produção de bioetanol. A compreensão da estrutura da parede celular constitui uma estratégia para a geração de conhecimento sobre como acessar estes açúcares. A formação do aerênquima nas raízes da cana tem se mostrado um modelo promissor para entender como a planta modifica suas paredes celulares, revelando os…
As mudanças climáticas globais, impulsionadas principalmente pelo aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), têm causado sérios impactos nos ecossistemas terrestres e na agricultura. Entre as estratégias de mitigação, a bioenergia, particularmente a produção de bioetanol a partir da cana-de-açúcar, apresenta-se como uma alternativa viável. O Brasil lidera mundialmente a produção de…
A Alfabetização Científica é necessária para que os cidadãos possam compreender melhor o mundo em que vivem e tomar decisões mais conscientes em seu dia a dia, promovendo a Sutentabilidade e tantos outras metas desejadas no cenário complexo no qual estamos imersos na atualidade. A Divulgação Científica é importante promotora dessa almejada Alfabetização Científica, representanto uma aprox…
As mudanças climáticas (MC) resultantes da alta emissão de CO2 na atmosfera, já aumentam eventos extremos com altas temperaturas e períodos prolongados de seca e chuva, que afetam o desenvolvimento e a produtividade das espécies agrícolas. A soja tem grande importância na economia agrícola brasileira, sendo o Brasil seu maior produtor. Em 2021 foram produzidos 135 milhões de toneladas. Co…
O bagaço de cana-de-açúcar, constitui uma matéria prima promissória para a produção de etanol de segunda geração, porém o seu uso, apresenta desafios, desde os altos custos do pre-tratamento e a hidrolise, associados à recalcitrância da parede celular, que limita o rendimento de sacarificação. Embora as pectinas, tem sido amplamente negligenciados como componentes importantes da parede ce…
As mudanças climáticas são um dos principais causadores de estresse abiótico - principalmente o aumento dos níveis de CO2, altas temperaturas e seca - que representam sérios desafios para a produção global de soja (Glycine max). Como o Brasil e os Estados Unidos lideram o cultivo mundial de soja, respondendo por 66%, há uma necessidade urgente de melhorar a resiliência das culturas em mei…
Lignocelulose derivada da parede celular de cana de açúcar é uma importante fonte renovável para a bioeconomia brasileira, em especial para produção de etanol de segunda geração. Enzimas para a degradação da biomassa têm atraído atenção como biocatalisadores na conversão do material lignocelulósico a açúcares fermentáveis, entretanto, a recalcitrância química da parede celular vegetal imp…
Uma lacuna significativa de conhecimento na ciência da bioenergia é como os produtos da biossíntese de polissacarídeos são integrados em compósitos e como suas complexidades estruturais contribuem para arquiteturas de macro e microescala. A resolução desses problemas pode ser útil para a) melhorar os procedimentos de hidrólise que podem ser mais precisos e eficazes na produção de açúcares…
Mecanismos que incorrem em degradação de polissacarídeos de parede celular em plantas são bastante frequentes visto que, embora se trate de uma importante barreira à entrada de patógenos, constitui-se também em um entrave físico à expansão e divisão celular e diferenciação de um tecido. Em diversos eventos fisiológicos, a parede celular precisa ser modificada para permitir que as mudanças…
Publicado em 1 de ago de 2015 SP Pesquisa - Etanol - 2º Bloco - O último relatório do IPCC afirmou que na história da humanidade nunca houve tanto CO² na atmosfera. Grande parte dessas emissões é resultado da queima de combustíveis fósseis. O etanol - apesar de ter perdido força no Brasil por conta do Pré- Sal - ainda é a alternativa mais limpa e barata para a gasolina. Para cada tonelada de etanol combustível consumido, 2,3 toneladas de CO² deixam de ir para a atmosfera. Mesmo assim, é preciso tornar a plantação e a colheita mais produtivas, a produção do etanol mais rentável, e diminuir o impacto ambiental em todas as fases do processo. O SP Pesquisa acompanha os trabalhos do Programa de Pesquisa em Bioenergia - BIOEN. Criado em 2008 pela Fapesp, o programa financiou mais de 400 projetos e bolsas que abrangem todas as etapas e aspectos da produção do etanol
Publicado em 25 de julho de 2017 - Pesquisa FAPESP. Pesquisadores falam da importância das áreas arborizadas em metrópoles como São Paulo e das novas estratégias para monitorá-las, como o software Arbio, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Publicado em 13 de agosto de 2018 - Agência FAPESP. Pesquisadores da USP e da Unicamp constatam, por meio de análises químicas da tipuana, que diminuíram os níveis de poluição por alguns metais pesados na zona oeste da cidade de São Paulo.
Publicado em 25 de novembro de 2009 - Pesquisa FAPESP. Botânico da Universidade de São Paulo (USP) fala sobre a sucuuba, uma espécie de árvore que consegue sobreviver até cinco meses submersa pelas cheias dos rios da Amazônia. Adaptada à várzea, a planta acumula mais açúcares e gasta menos energia para não perecer quando se encontra coberta pelas águas.