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Dan Valentin Palcu Rolier

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Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG)  (Instituição Sede da última proposta de pesquisa)
País de origem: Romênia

Sou Dan Valentin Palcu, geocientista movido pela curiosidade sobre o passado profundo da Terra e suas implicações para o nosso futuro. Atuo na interface entre geologia, paleomagnetismo e paleoceanografia, com foco na reconstrução de paleoambientes, geocronologias e nas complexas relações entre sistemas aquáticos e mudanças climáticas ao longo do tempo geológico.Dos antigos mares do Mioceno na Eurásia aos grandes lagos da África Oriental, minha pesquisa percorre continentes e épocas. Embora centrados em sistemas antigos, esses projetos buscam responder a perguntas atuais como a conectividade marinha, a estratificação das águas e as variações redox podem ajudar a entender eventos de anoxia e instabilidade climática. Estudar o passado geológico é, para mim, compreender um arquivo dinâmico repleto de lições para o presente.Um dos marcos mais significativos da minha trajetória foi liderar o estudo que identificou o maior lago já conhecido na história da Terra: o megalago da Paratethys. Reconhecido pelo Guinness Book, esse achado ampliou nossa compreensão sobre os sistemas hídricos do Mioceno e seu papel nas transformações climáticas em larga escala.Minha abordagem é interdisciplinar. Integro sinais paleomagnéticos com geoquímica orgânica e inorgânica para desenvolver proxies capazes de reconstituir condições de anoxia e salinidade em bacias antigas. Essas ferramentas são versáteis, acessíveis e podem ser aplicadas em diferentes contextos inclusive em analogias com problemas ambientais contemporâneos.Colaborei com equipes nos EUA, China, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Índia e Brasil. Cada parceria amplia minha visão científica e permite desenvolver novas metodologias para interpretar o passado climático do planeta. A pesquisa com geoquímica elementar em Wuhan e Cleveland, estudos isotópicos em Bristol e análises orgânicas em Frankfurt exemplificam o poder da ciência colaborativa.Tenho orgulho de co-liderar a rede europeia SaltAges, um projeto que reúne mais de 200 cientistas de 35 países. A iniciativa investiga como depósitos de sal e ambientes isolados influenciaram o clima, a biodiversidade e até a evolução humana. Mais do que um projeto, o SaltAges é uma rede de colaboração que conecta geologia, biologia e climatologia de forma integrada.Também me dedico ao estudo da evolução humana. Na Koobi Fora Field School, no Quênia, oriento estudantes em pesquisas de campo, examinando como a instabilidade ambiental moldou os primeiros hominídeos. As flutuações dos lagos provavelmente influenciaram a inovação tecnológica e a adaptação biológica uma hipótese que continuamos testando por meio de registros sedimentares e magnetoestratigrafia.Minha carreira foi fortalecida por financiamentos de instituições como a NWO (Países Baixos), FAPESP (Brasil), NSF (EUA) e colaborações NERC-FAPESP (Reino Unido-Brasil). Esses apoios permitiram liderar projetos interdisciplinares sobre lagos do Neógeno, conectividade marinha e anoxia.O ensino e a divulgação científica são parte essencial da minha atuação. Lecionei paleomagnetismo e geologia de campo na Romênia, Holanda e Quênia. Desenvolvi programas educativos para geoparques da UNESCO e participei de programas na Globo, National Geographic e outros canais. Acredito que a ciência deve ser acessível e comunicada de forma clara e inclusiva.Com mais de 30 publicações revisadas por pares e participação como revisor em periódicos como Nature Communications, contribuo para a qualidade e o avanço do conhecimento geocientífico. No entanto, o que mais me motiva é ver estudantes que orientei publicando suas primeiras pesquisas e se tornando protagonistas de suas próprias jornadas científicas.Falo fluentemente romeno, inglês, francês, alemão, italiano e português. Também me comunico em espanhol e holandês. Essa fluência multicultural me permite colaborar de forma ampla e eficaz, cruzando fronteiras linguísticas e acadêmicas com naturalidade. (Fonte: Currículo Lattes)

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