| Processo: | 06/06007-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2006 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2009 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico |
| Pesquisador responsável: | Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes |
| Beneficiário: | Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Proteólise Estresse oxidativo Caquexia Neoplasias |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cancer | Caquexia | Estresse Oxidativo | Metabolismo Proteico | Nutrição e Câncer |
Resumo
Pacientes com câncer freqüentemente perdem peso de forma involuntária, apresentando a condição conhecida como câncer-caquexia. A taxa de sobrevivência e a resposta à quimioterapia são menores nestes pacientes, evidenciando a importância da perda de peso em seu prognostico. Alem das vias lisossomal e dependente de cálcio para o catabolismo protéico, o principal sistema de perda de peso induzida pelo câncer é a via ubiquitina-proteossomo. Esta via proteolítica é considerada a principal via de degradação de proteínas especificas, como as contrateis do músculo esquelético na vigência do câncer. O aumento na expressão da via ubiquitina-proteossomo, no cancer-caquexia, pode ser atribuído ao fator denominado indutor de proteólise (PIF), produzido pelo tumor. Alguns agentes, como a leucina, são capazes de atenuar a degradação protéica no músculo esquelético pela prevenção do aumento da expressão desta via como, também, estimulando o processo de síntese protéica, que está inibido no processo câncer-caquexia. A suplementação de leucina promove aumento da taxa de síntese protéica e menor espoliação da proteína muscular in vivo, provavelmente, em função da reduzida expressão das subunidades proteossômicas, demonstrando a habilidade da leucina em alterar a atividade do sistema ubiquitina-proteossomo. Recentemente, em nosso Laboratório de Nutrição e Câncer do Departamento de Fisiologia e Biofísica, IB, Unicamp, foi isolada e purificada proteína, com peso molecular aproximado de 24kDa, a partir do liquido ascítico de ratos portadores do carcinossarcoma de Walker 256, sendo então nomeada Fator Walker (FW). O FW apresenta efeitos deletérios in vitro semelhantes à atuação do fator indutor de proteólise (PIF), porem em menor potencia, incentivando seu estudo em modelos experimentais in vitro para melhor compreensão de seus efeitos em diferentes tipos celulares. Desse modo este trabalho tem como objetivo principal avaliar os mecanismos moleculares e bioquímicos envolvidos no processo de síntese e degradação protéica exercida pelos efeitos do Fator Walker (FW) modulados pelo aminoácido de cadeia ramificada, leucina, sobre células de músculo esquelético (linhagem C2C12) e células fibroblásticas (linhagem Vero), em cultura. (AU)
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