| Processo: | 11/06736-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2011 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Maria Elina Bichuette |
| Beneficiário: | Pedro Pereira Rizzato |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Bagre Ictiologia Cavernas Troglóbios Zoologia (classificação) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biologia Subterrânea | Cavernas | Taxonomia | Troglóbio | Ictiologia |
Resumo O Brasil apresenta uma das mais ricas ictiofaunas subterrâneas, similar a de poucas regiões do planeta, contando atualmente com pelo menos 25 espécies de diferentes regiões geográficas do país apresentando algum grau de troglomorfismo. Uma nova espécie subterrânea de bagre, registrada na região de Mambaí, Brasil Central, será descrita nesse projeto. A espécie pertence ao gênero neotropical Ituglanis Costa & Bockmann 1993 (Siluriformes, Trichomycteridae, Trichomycterinae). Há atualmente 19 espécies válidas do gênero, sendo cinco delas exclusivamente subterrâneas e de distribuição próxima, sendo uma delas na própria região de Mambaí (I. mambai Bichuette & Trajano 2008) e as outras quatro na área cárstica de São Domingos, localizada a nordeste de Mambaí (I. passensis Fernández & Bichuette 2002, I. bambui Bichuette & Trajano 2004, I. epikarsticus Bichuette & Trajano 2004, I. ramiroi Bichuette & Trajano 2004). A nova espécie é conhecida de uma única caverna, a Lapa Nova Esperança, onde dois espécimes foram coletados em 2004. Diferenças morfológicas em relação aos coespecíficos troglóbios, bem como a presença de caracteres troglomórficos, sugeriram que se tratasse de uma nova espécie do gênero. Novas coletas serão realizadas na Lapa Nova Esperança e em outras cavidades próximas, na tentativa de estabelecer os limites de distribuição da espécie, bem como no ambiente epígeo, para tentar estabelecer a ocorrência exclusiva da espécie no ambiente subterrâneo, atestando seu status troglóbio. A descrição dessa nova espécie contribuirá para um maior conhecimento da distribuição do gênero nas águas brasileiras de forma geral, e de modo especial no ambiente subterrâneo, e também constituirá um argumento a mais nas discussões sobre a conservação do patrimônio espeleológico nacional. Neste sentido, o presente estudo está vinculado ao Projeto de Auxílio Regular de responsabilidade da orientadora deste projeto (processo FAPESP 2010/08459-4). | |
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