| Processo: | 11/50280-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Pesquisador responsável: | Renato Paes de Almeida |
| Beneficiário: | Renato Paes de Almeida |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Deposição de sedimentos Chapada Diamantina (BA) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Arquitetura Deposicional | Chapada Diamantina | Controles Alogenicos | Formacao Tombador | Mesoproterozoico |
Resumo
Sistemas deposicionais aluviais são muito sensíveis a variações nas taxas de subsidência e de aporte sedimentar, podendo registrar a evolução desses controles externos em modificações na arquitetura de seus depósitos. Modelos de fácies baseados em sistemas aluviais recentes consideram uma importante divisão entre sistemas aluviais de climas secos e úmidos, baseada em considerações sobre variações de vazão e estabilidade das margens, ambas em função da variação da abundância de vegetação em função do clima. Dessa forma, sistemas aluviais anteriores ao surgimento da vegetação terrestre representam um grande desafio e necessitam de modelos de fácies próprios, pois não apresentam a mesma correlação entre clima e arquitetura deposicional dos sistemas recentes, o que prejudica interpretações sobre a evolução estratigráfica das sucessões em função de controles externos, alogênicos. Esse projeto de pesquisa pretende contribuir para o desenvolvimento de modelos de fácies e critérios de interpretação da evolução estratigráfica de sucessões sedimentares anteriores ao surgimento da cobertura vegetal, principalmente plantas vasculares, nos continentes. Para tanto serão realizados estudos detalhados de arquitetura deposicional e proveniência de depósitos aluviais da excepcionalmente bem exposta Formação Tombador, Chapada Diamantina (Mesoproterozóico). Essa sucessão apresenta ciclos deposicionais aluviais decamétricos, lateralmente contínuos e com limites planos, representando um objeto de grande interesse para o desenvolvimento de modelos de fácies para rios pré-vegetação. Serão documentadas e interpretadas fácies sedimentares, sucessões de fácies e geometria de elementos arquiteturais, gerando-se modelos de fácies específicos para os depósitos encontrados. Análises de paleocorrentes e proveniência de clastos serão realizadas para sustentar deduções sobre a paleogeografia da Formação Tombador. Controles tectônicos e climáticos na evolução estratigráfica desses depósitos serão interpretados com base na evolução da relação entre taxas de subsidência e aporte sedimentar. (AU)
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