Resumo
Este projeto parte da premissa que as taxas respiratórias e a evasão de C02 no rio Amazonas são mantidas pela ciclagem de uma grande variedade de fontes de matéria orgânica - derivadas de biomassa alóctone e autóctone e de macrófitas - cada qual com sua degradabilidade e taxa de degradação inerentes, variando sistematicamente com a hidrógrafa. Avanços tecnológicos recentes permitem novos estudos que antes não eram possíveis e sistemas fluviais podem agora ser efetivamente examinados e compreendidos em termos das trocas líquidas do ecossistema e da "eficiência metabólica". Nosso objetivo geral é examinar os processos que governam a advecção, reação e transições do carbono através do trecho inferior do rio Amazonas, de Óbidos (a última estação de medidas tradicionais de vazão no rio Amazonas) até o oceano. Um estudo de campo ambicioso, combinando técnicas geoquímicas e metabolômicas de última geração e análises geoespaciais irá explorar a influência do processamento rio-abaixo nos fluxos geoquímicos de relevância global. Seis abordagens distintas serão empregadas: 1) Instalação de sistemas de incubação in situ que fazem medidas contínuas de importantes componentes do rio e permitem coletas de pequenas amostras, 2) medidas de fluxos e da composição isotópica (C-13) de C02 empregando nosso sistema de incubação, câmaras flutuantes e equilibradores, acoplados a um analisador de gases portátil de campo, 3) exame da matéria orgânica que alimenta a respiração, empregando uma abordagem metabolômica baseada em espectrometria de massas de alta resolução e datação de carbono radioativo em compostos específicos, 4) determinação da proporção da matéria orgânica respirada que é fixada como biomassa ou perdida como C02, para determinar a Eficiência Metabólica de diversos tipos de matéria orgânica, 5) emprego de perfiladores de correntes baseados no efeito acústico Doppler (ADCPs) para determinar precisamente os fluxos de água ao longo de diferentes setores do rio, e 6) desenvolvimento de um modelo hidrológico Langrangiano acoplando hidrologia e transporte na bacia, para propiciar o contexto quantitativo para integrar os termos na avaliação da Troca Líquida do Ecossistema. (AU)
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