| Processo: | 15/03359-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Ana Paula Girol |
| Beneficiário: | Ana Paula Girol |
| Instituição Sede: | Faculdades Integradas Padre Albino (FIPA). Catanduva , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Catanduva |
| Pesquisadores associados: | Sonia Maria Oliani |
| Assunto(s): | Uveíte Mediadores da inflamação Lipopolissacarídeos Substâncias bioativas Anexina A1 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ac2-26 | extratos bioativos naturais | inflamação ocular | lipopolissacarídeo | mediadores inflamatórios | piplartina | receptor FPR | uveíte | Imunomorfologia |
Resumo
A uveíte está associada a várias doenças infecciosas e autoimunes, sendo uma das principais causas da cegueira no mundo. Os diferentes fármacos aplicados no tratamento da uveíte apresentam severos efeitos colaterais, o que estimula a busca por novas alternativas terapêuticas. Nos últimos anos, o papel da proteína anti-inflamatória anexina A1 (AnxA1) nos processos inflamatórios oculares tem sido investigado, pelo nosso grupo em estudos in vivo e in vitro, e apontam a AnxA1 como um dos mediadores essenciais na homeostasia do processo inflamatório. Outros estudos indicam também a ação anti-inflamatória dos extratos bioativos naturais (EBNs) e, recentemente, foi demonstrada a interação da AnxA1 com EBN da pimenta, a piplartina. Diante dessas considerações e devido ao fato de não existirem estudos sobre a ação dos EBNs na uveíte, o objetivo desse trabalho será investigar, in vivo, no modelo de uveíte induzida por endotoxina (EIU), o possível efeito anti-inflamatório da administração do EBN isoladamente ou em associação com o peptídeo mimético Ac2-26 da AnxA1. Ratos machos da linhagem Wistar (150 a 200 g) serão divididos em cinco grupos (n=10/grupo). Para o desenvolvimento da EIU, os animais serão anestesiados e inoculados na pata direita com 1mg/kg de lipopolissacarídeo (LPS) em 100 µl PBS. Animais sem manipulação serão usados como controles. Três grupos EIU serão tratados intraperitonealmente, 15 minutos após a indução com LPS, para avaliar os efeitos anti-inflamatórios do Ac2-26 da AnxA1 (1mg/kg em 100 µl de PBS), EBN da pimenta (1mg/kg em 100 µl de PBS) e Ac2-26/EBN (1mg/kg de Ac2-26 + 1mg/kg EBN em 100 µl de PBS). Os animais EIU, tratados ou não, serão sacrificados 24 horas pós-inoculação do LPS por dose excessiva de anestésico para coleta do sangue, humor aquoso (HA) e, após, enucleação. A eficácia do EBN e Ac2-26, associados ou não, será avaliada por meio de análises histopatológicas e quantitativas dos neutrófilos no HA e dos macrófagos nos tecidos oculares após imuno-histoquímica. O método imuno-histoquímico também será usado para verificar a expressão da AnxA1, do receptor para peptídeos formilados (fpr2) e da ciclo-oxigenase-2 nos tecidos oculares. A expressão gênica da Anxa1 e fpr2 será, ainda, analisada por RT-PCR. Os sobrenadantes dos tecidos oculares, após maceração, e o plasma sanguíneo serão usados para dosagem das citocinas, fator de necrose tumoral-±, proteína quimiotática para monócitos-1 e interleucinas (IL)1², IL6 e IL10 por paineis Milliplex MAP. Essa investigação permitirá o entendimento da interação Ac2-26/EBN e reforçará os estudos da AnxA1 nos processos inflamatórios oculares, o que poderá ocasionar novas descobertas terapêuticas para o tratamento da uveíte. (AU)
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