| Processo: | 15/25357-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica |
| Pesquisador responsável: | Inez Staciarini Batista |
| Beneficiário: | Angela Machado dos Santos Valentim |
| Instituição Sede: | Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). São José dos Campos , SP, Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Camadas Esporádicas | Camadas Intermediárias Descendentes | ecos 150 km | Ionosfera equatorial e de baixas latitudes | Região E | Ionosfera equatorial e de baixas latitudes |
Resumo Camadas intermediárias são regiões de fraca ionização que se formam nas alturas entre ~ 140 e 160 km da ionosfera e apresentam um movimento descendente que pode perdurar horas, alcançando, assim, as alturas da região E ionosférica. Essas características podem ser observadas em ionogramas, gráficos de altura versus tempo, obtidos através das Digissondas, entretanto, alguns estudos feitos com dados de radares também têm mostrado a existência dessas camadas localizadas em 150 km, as quais, neste caso, são denominadas por ecos de 150 km. As observações com estes radares mostram que essas camadas exibem um movimento descendente semelhante aos dados observados com a Digissonda. O mecanismo de formação tanto das camadas intermediárias quanto dos ecos em 150 km ainda não está bem estabelecido, porém, em latitudes médias, uma hipótese para a sua causa é o cisalhamento de ventos devido às marés solares diurnas e semidiurnas. Contudo, a origem desse fenômeno na região em torno do equador magnético ainda não é conhecida. Diante disso, pretende-se realizar um estudo climatológico da ocorrência dessa camada intermediária, o qual deverá contribuir para o entendimento da sua formação na região brasileira, já que não há nenhum estudo sobre a climatologia e dinâmica dessas camadas para esse setor. Portanto, este trabalho tem como objetivo estudar o comportamento dessa ionização em alturas específicas da ionosfera para a região brasileira de baixas latitudes, como Fortaleza (3,9°S; 38,45°O, I: -9°) e Cachoeira Paulista (22,42°S; 45°O, I: -15°); e equatorial, como São Luís (2°S; 44° O, I: -2,3°). Pretende-se ainda analisar os dados de Jicamarca - Peru (11,57°S; 76,52°O, I: -2°) e Arecibo - Porto Rico (18,3°N, 66,7°O, I: 50°), a fim de avaliar se a manifestação deste fenômeno apresenta alguma variabilidade ou característica específica devido, por exemplo, às anomalias, as quais nossa região está sujeita. A análise adicional dos dados de uma região de médias latitudes como Arecibo será importante para se entender como variam os processos eletrodinâmicos envolvidos na formação dessa irregularidade em ~150 km para diferentes setores latitudinais. Para tanto, serão utilizados dados obtidos por Digissondas e radares. Além disso, propõe-se também comparar os dados observacionais com os resultados obtidos pelo Modelo Ionosférico da Região E (MIRE), o qual é capaz de simular o movimento descendente das camadas intermediárias. Acredita-se que a execução deste projeto possibilitará o entendimento da formação e climatologia dessas camadas peculiares que aparecem na ionosfera tanto equatorial como de médias e baixas e latitudes, podendo ter contribuições relevantes para a pesquisa ionosférica. | |
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