| Processo: | 18/12368-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia |
| Pesquisador responsável: | Stephen Fernandes de Paula Rodrigues |
| Beneficiário: | Viviane de Cassia Jesus da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/05146-6 - Eficácia terapêutica de nanopartículas de ouro em glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica em camundongas, AP.JP |
| Assunto(s): | Neoplasias Barreira hematoencefálica Nanopartículas de ouro Membrana plasmática Glioblastoma Camundongos In vivo Fluorescência Microscópio eletrônico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Barreira hematoencefálica | Camundongos | glioblastoma | Gl261 | nanoparticulas de ouro | Permeabilidade vascular | Nanofarmacologia |
Resumo O glioblastoma multiforme (GBM) é uma neoplasia maligna originada a partir do crescimento desorganizado dos astrócitos. Os astrócitos são o tipo celular mais abundante no cérebro humano. Possuem várias funções, dentre as quais: i. Constituinte da barreira hematoencefálica (BHE); ii. Provê o sistema nervoso central (SNC) de nutrientes; iii. Mantêm o equilíbrio iônico extracelular; e iv. Possui importante papel no reparo e cicatrização do cérebro e medula espinhal, após lesão. O GBM é a forma mais comum de tumor cerebral maligno primário, sendo responsável por 82% desses tumores e por cerca de 69% de todos os gliomas. É uma das formas mais devastadoras e letais de câncer humano, uma vez que leva os indivíduos a óbito em curto espaço de tempo (15 meses), mesmo aqueles sob tratamento. Sabe-se que a inflamação é um dos fatores que contribui para o desenvolvimento do glioblastoma multiforme. Contudo, apesar de termos demonstrado que nanopartículas de ouro (AuNPs) com 20 nm de diâmetro médio possuem propriedades anti-inflamatória e anti-oxidante intrínsecas, não observamos redução do volume do glioblastoma em camundongos tratados cronicamente com essas nanopartículas (dados não publicados). Dessa forma, neste projeto objetivamos descobrir se as AuNPs atravessam a barreira hematoencefálica (BHE) de camundongos, in vivo, e a membrana plasmática de células de linhagem de glioblastoma murino, GL261. Para isso, serão utilizados camundongos C57Bl/6 fêmeas com 8 a 12 semanas de idade. AuNPs recobertas com agente fluorescente covalentemente ligado, DY-495 (AuNP-DY), com distribuição de tamanho médio de 35,6 ± 2,1 nanômetros e potencial zeta igual a -7,7 ± 0,6 mV, serão injetados intravenosamente (IV) (1,9x10 elevado a 11a. potência de partículas) e a fluorescência medida in vivo, utilizando microscopia intravital de fluorescência, após realização de craniotomia para exposição dos vasos piais e parênquima cerebral. Os seguintes tempos após injeção serão avaliados: 10 minutos, 30 minutos e duas horas. O mesmo protocolo será utilizado para injeção de albumina-fluoresceína (albumina-FITC 150000 MW) a 10 mg/mL, que será utilizada como controle da craniotomia. Para verificar se as AuNPs conseguem entrar nas células de glioblastoma GL261 e o mecanismo de entrada, as células serão plaqueadas durante 1 hora com meio de cultura contendo 1% de AuNP-DY na presença ou não de metil-²-ciclodextrina 8 mM, citocalasina D 1 mM, ouabaína 250 uM, sacarose 0,5 M, filipina 10 ug/mL ou amilorida 5 mM, a 37 ou 4oC. A fluorescência será visualizada utilizando microscópio de fluorescência. | |
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