| Processo: | 19/07221-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Julio Cesar Batista Ferreira |
| Beneficiário: | Luiz Henrique Marchesi Bozi |
| Supervisor: | Edward T Chouchani |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Harvard University, Boston, Estados Unidos |
| Vinculado à bolsa: | 16/09611-0 - Cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina: caracterização da sinalização mitocondrial retrógrada ativada pelo desequilíbrio proteostático, BP.PD |
| Assunto(s): | Metabolismo Cardiotoxicidade Insuficiência cardíaca Neoplasias Doxorrubicina Mitocôndrias |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | câncer | cardiotoxicidade | Doxorrubicina | Insuficiência Cardíaca | metabolismo | mitocôndria | Metabolismo |
Resumo A doxorrubicina (antraciclina) é um dos quimioterápicos mais eficazes no tratamento de diferentes tipos de câncer, incluindo linfomas, sarcomas e câncer de mama. Entretanto, a doxorrubicina tem como principal efeito colateral a cardiotoxicidade, que pode levar ao desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Apesar dos mecanismos envolvidos no efeito cardiotóxico da doxorrubicina ainda não estarem totalmente esclarecidos, sabe-se que ela acumula nas mitocôndrias cardíacas, afetando tanto a função, como a proteostase dessa organela. As mitocôndrias mantêm a sua proteostase por meio da ativação da resposta as proteínas mal enoveladas mitocondrial (UPRmt), um processo de retroalimentação mitocôndria-núcleo capaz de manter a qualidade mitocondrial frente à estímulos estressores. Neste estudo investigaremos o papel da UPRmt na cardiomiopatia induzida pela doxorrubicina. Nossos resultados preliminares sugerem que a doxorrubicina promove a ativação compensatória da UPRmt no músculo esquelético de C. elegans. Entretanto, a responsividade da UPRmt à doxorrubicina é perdida ao longo do tratamento com doxorrubicina, o que está associado a um prejuízo na bioenergética mitocondrial e redução da função muscular. Portanto, esses achados indicam que a perda da responsividade da UPRmt pode contribuir para o efeito tóxico da doxorrubicina. De fato, nematoides com perda de função da UPRmt apresentam maior sensibilidade a doxorrubicina, demonstrada por uma antecipação dos efeitos deletérios da doxorrubicina na bioenergética mitocondrial e função muscular. Por outro lado, C. elegans com a UPRmt constitutivamente ativa são resistentes ao efeito tóxico da doxorrubicina. Resultados semelhantes foram encontrados no coração de camundongos tratados com uma única dose de doxorrubicina. Nestes animais, verificamos que a ativação da UPRmt é acompanhada pelo reestabelecimento da bioenergética mitocondrial e função cardíaca. No entanto, a administração crônica de doxorrubicina inibe a UPRmt, resultando em disfunção mitocondrial e insuficiência cardíaca. Além disso, observamos que a perda de função da UPRmt exacerba a toxicidade da doxorrubicina em cardiomiócitos adultos em cultura. Portanto, nossos achados sugerem que a doxorrubicina promove a ativação da UPRmt. Entretanto, essa resposta compensatória é perdida ao longo do tratamento crônico com doxorrubicina, contribuindo, assim, para a perda da proteostase mitocondrial e disfunção cardíaca. Considerando o potencial da UPRmt como um novo alvo terapêutico para o tratamento da cardiomiopatia induzida pela doxorrubicina, utilizaremos a técnica de metabolômica comparativa para identificar vias metabólicas responsáveis pela resistência à doxorrubicina induzida pela ativação da UPRmt.A presente proposta de pesquisa é uma colaboração entre os laboratórios do Dr. Julio Ferreira (USP) e do Dr. Edward Chouchani (Harvard). O laboratório do Prof. Chouchani tem como foco de pesquisa identificar os mecanismos envolvidos na disfunção metabólica que levam ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Seu laboratório utiliza espectrometria de massa e técnicas bioquímicas para identificar assinaturas metabólicas que controlam as vias de sinalização intracelulares iniciadas pela mitocôndria. Portanto, essa colaboração internacional permitirá a identificação de vias metabólicas envolvidas na resistência à doxorrubicina induzida pela ativação da UPRmt. | |
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