| Processo: | 20/05699-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria Cristina da Silva Pranchevicius |
| Beneficiário: | Maria Cristina da Silva Pranchevicius |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Carlos |
| Assunto(s): | Serratia marcescens Infecção hospitalar |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | infecções hospitalares | Resistencia e Virulência Bacteriana | Serratia marcescens | Unidades de Terapia Intensia | Microbiologia Médica/Genética Molecular de Microorganismos |
Resumo
Serratia marcescens têm emergido como um importante patógeno oportunista e responsável por infecções graves e nosocomiais. Aqui, nós determinamos as características fenotípicas e moleculares de 54 isolados de S. marcescens, obtidos de amostras de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI) e unidades de terapia intensiva neonatal (NIUC) de um hospital terciário brasileiro. Todos os isolados foram resistentes aos antibióticos do grupo beta-lactâmicos e 92,6% (50/54) não foram suscetíveis à tigeciclina. Além disso, 96,3% mostraram resistência intrínseca à polimixina E (colistina), um antibiótico de último recurso para o tratamento de infecções causadas por bactérias Gram-negativas MDR (multidroga-resistentes). Em contraste, foi encontrada alta suscetibilidade à outros antibióticos, como fluoroquinolonas (81,5%) e aminoglicosídeos (como gentamicina 81,5% e amicacina 85,2%). De todos os isolados, 24,1% foram classificados como MDR. A presença de genes de resistência e virulência foi examinada por PCR e sequenciamento. Todos os isolados continham os genes KPC-carbapenemase (blaKPC) e beta-lactamase de espectro estendido blaTEM, 14,8% carregavam blaOXA-1 e 16,7% continham genes do grupo blaCTX-M-1, sugerindo que a resistência bacteriana aos antibióticos ²-lactâmicos encontrados pode estar associada a esses genes. Os genes SdeB/HasF e SdeY/HasF que estão associados à extrusão de fármacos mediada por bomba de efluxo, como fluoroquinolonas e tigeciclina, respectivamente, foram encontrados em 88,9%. O gene variante aac(6')-Ib-cr que pode induzir simultaneamente resistência ao aminoglicosídeo e fluoroquinolona estava presente em 24,1% dos isolados. Notavelmente, os genes de virulência para (i) toxina formadora de poros (ShlA); (ii) fosfolipase com atividades hemolítica e citolítica (PhlA); (iii) regulador transcricional flagelar (FlhD); e (iv) regulador positivo da produção de prodigiosina e serratamolida (PigP) estava presente em 98,2%. A relação genética entre os isolados determinada pelo ERIC-PCR demonstrou que a grande maioria dos isolados foi agrupada em um único cluster com 86,4% de similaridade genética. Além disso, muitos isolados apresentaram 100% de similaridade genética entre si, sugerindo que as S. marcescens que circulam nesta UTI estão intimamente relacionadas. Nossos resultados sugerem que a resistência antimicrobiana a muitos medicamentos atualmente utilizados no tratamento de pacientes em UTI e NIUC, associada à alta frequência de genes de resistência e virulência, é um fenômeno preocupante. Nossos resultados enfatizam a importância de planos de vigilância ativos para o controle de infecções e para impedir a disseminação dessas cepas. (AU)
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