| Processo: | 23/12810-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Carmen Silvia Passos Lima |
| Beneficiário: | Juliana Carron |
| Instituição Sede: | Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/10265-8 - Centro de Inovação Teranóstica em Câncer (CancerThera), AP.CEPID |
| Assunto(s): | Glioblastoma Oncologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anti-integrina | glioblastoma | Teranostico | Oncologia |
Resumo O glioblastoma multiforme (GBM) é o tumor cerebral mais agressivo, com altas taxas de morbidade e mortalidade. O tratamento para pacientes com GBM é a ressecção cirúrgica do tumor seguida de quimiorradiação com temozolomida, porém a sobrevida global mediana é de apenas 14 meses. A superexpressão do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) no GBM impulsiona a invasão celular e a progressão do tumor, porém os resultados do tratamento com inibidores da tirosina quinase EGFR, como o gefitinibe, são decepcionantes. A integrina, um receptor de membrana de adesão à superfície celular, é superexpressa no GBM e nos vasos sanguíneos relevantes para o tumor. Tem uma elevada afinidade pelos componentes proteicos da matriz extracelular e desempenha papéis importantes na invasão e motilidade celular, permitindo a interferência entre a célula e o estroma circundante, bem como com os receptores do fator de crescimento vascular adjacentes. Assim, a integrina é um potencial alvo terapêutico para produtos antitumorais. A avaliação da resposta terapêutica e da progressão ou recidiva tumoral por exames de imagem convencionais é um problema adicional, uma vez que resultados falsos positivos e falsos negativos são frequentes durante o acompanhamento de pacientes com GBM. Peptídeos radiomarcados têm ganhado destaque na Medicina Nuclear e Oncologia porque podem ser utilizados para obtenção de imagens in vivo e para tratamento de pacientes com tumores com superexpressão de receptores específicos. Recentemente, dois peptídeos com alta afinidade por integrina, GRGDYV e GRGDHV, foram marcados com iodo-131 (131I) e complexo tecnécio-99m-tricarbonila [99mTc] [Tc(CO)3], e foram descritos como agentes promissores para futuras aplicação clínica em GBM. O atual projeto testará um peptídeo anti-integrina radiomarcado modificado por quelante convencional em modelos pré-clínicos, buscando subsídios para o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e tratamento para GBM. | |
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