| Processo: | 23/18371-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale |
| Beneficiário: | Miguel Ambrizzi Moraes |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Adipogenia Epigenômica Obesidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | adipogênese | epigenética | H3K27ac | H3K273me3 | modificadores de histonas | obesidade | tecido Adiposo e obesidade |
Resumo A obesidade, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma epidemia global, está associada a diversas comorbidades, incluindo doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 (DM2). O tecido adiposo branco (TAB), composto principalmente por adipócitos maduros, desempenha papel central na regulação da homeostase energética do organismo. As células-tronco mesenquimais ou adipose-derived stromal cells (ASCs) derivadas do TAB, possuem marcada plasticidade e capacidade de diferenciação, exercendo influência significativa sobre a dinâmica metabólica e funcionalidade do TAB. Participam ativamente na renovação e resposta adaptativa desse tecido diante de alterações nas demandas energéticas, influenciando a expansão do tecido em resposta a variações no aporte calórico como na obesidade. A regulação precisa do equilíbrio entre a diferenciação dessas células em adipócitos e sua capacidade de proliferação é essencial para a homeostase do TAB, especialmente por limitar a obesidade hipertrófica, ou seja, a exacerbação do tamanho dos adipócitos maduros (que desempenham papel crítico/ central na patogênese da obesidade). O presente estudo visa investigar como os marcadores plasmáticos da obesidade se correlacionam com alterações nas ASCs, particularmente em relação à acetilação e metilação da lisina 27 da histona 3 (H3K27). A hipótese central é que a obesidade altera a distribuição dessas marcas epigenéticas nas ASCs, impactando sua proliferação e diferenciação. As estratégias experimentais envolvem a coleta de amostras de sangue e tecido adiposo de pacientes com IMC maior e menor que 25. As amostras serão processadas para análise de marcadores plasmáticos de inflamação crônica e perfil bioquímico. As ASCs isoladas serão cultivadas in vitro, e serão avaliados o potencial de proliferação e diferenciação por meio de testes colorimétricos e curvas de crescimento. A análise molecular incluirá técnicas como western blotting e PCR em tempo real para investigar a expressão de marcadores epigenéticos, como H3K27ac e H3K27me3. Ao compreender os mecanismos moleculares que conectam a obesidade `a importantes alterações epigenéticas nas ASCs, este estudo poderá fornecer insights valiosos sobre os processos biológicos subjacentes à obesidade e suas complicações. Adicionalmente, estes conhecimentos poderão ser interessantes em contextos de doenças para avaliação/ decisão quanto ao uso terapêutico de células-tronco mesenquimais em indivíduos com obesidade. | |
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