Busca avançada
Ano de início
Entree
(Referência obtida automaticamente do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores.)

Aleitamento materno exclusivo entre pessoas em situação de cárcere: abordagem interseccional e abolicionista para análise da produção científica no Brasil entre 2000 e 2022

Texto completo
Autor(es):
Beatriz Oliveira Santos [1] ; Melissa Yasmin Alves Tarrão [2] ; José Miguel Nieto Olivar [3] ; Bárbara Hatzlhoffer Lourenço [4]
Número total de Autores: 4
Afiliação do(s) autor(es):
[1] Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Curso de Graduação em Nutrição - Brasil
[2] Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Curso de Graduação em Nutrição - Brasil
[3] Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Saúde e Sociedade - Brasil
[4] Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Nutrição - Brasil
Número total de Afiliações: 4
Tipo de documento: Artigo Científico
Fonte: Saúde e Sociedade; v. 33, n. 1 2024-04-08.
Resumo

Resumo No Brasil, houve crescimento descontrolado do encarceramento feminino, sendo que não se interrompe essa situação em períodos de gravidez ou lactação. Foi realizada uma revisão de escopo com objetivo de mapear e sintetizar sistematicamente evidências, publicadas a partir do ano 2000, sobre a prática de aleitamento materno exclusivo (AME) entre pessoas em situação de cárcere no Brasil. A interseccionalidade e o abolicionismo penal foram as abordagens teórico-metodológicas utilizadas para análise dos artigos. Ao todo, 25 estudos foram selecionados, sendo 90% publicados entre 2010 e 2020. No âmbito de saúde materno-infantil, eles expuseram principalmente as dificuldades de manter o AME no cárcere, incluindo a indefinição de um período mínimo de estadia do bebê, a falta de orientação profissional à prática de AME e a estrutura inadequada das unidades prisionais. Na área do direito, os estudos relataram tensões entre a ordem disciplinar e o irredutível direito humano das crianças à alimentação. Os estudos focalizaram a investigação na vivência das mães, porém não questionaram as formas práticas e históricas do aprisionamento, em especial sobre corpos negros, femininos e pobres. Abordagens críticas e propositivas são necessárias à produção de evidências para a garantia de direitos à saúde e à alimentação. (AU)

Processo FAPESP: 21/06897-9 - Cosmopolíticas do cuidado no fim-do-mundo: gênero, fronteiras e agenciamentos pluriepistemológicos com a saúde pública
Beneficiário:José Miguel Nieto Olivar
Modalidade de apoio: Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores - Fase 2
Processo FAPESP: 22/12541-5 - "Saúde Pública e alimentação no contexto prisional: uma análise interseccional"
Beneficiário:Beatriz Oliveira Santos
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Iniciação Científica