| Processo: | 17/10201-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Claudio Alexandre Gobatto |
| Beneficiário: | Claudio Alexandre Gobatto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Limeira |
| Pesquisadores associados: | Fúlvia de Barros Manchado Gobatto ; Ivan Gustavo Masselli dos Reis ; Tomas Alberto Prolla |
| Assunto(s): | Gravimetria Fisiologia do exercício Receptores de orexina Treinamento físico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atividade física espontânea de Camundongos | espaço habitacional | gravimetria | Mct | NPY e AgRP | Receptores de Orexina | treinamento físico | Fisiologia do Exercício |
Resumo
Recente atenção tem sido dada ao papel da atividade física espontânea (AFE), a qual representa todas as atividades físicas não voluntárias da vida diária, tais como manutenção de postura, deambulação e inquietação muscular. Tendo em vista a forte influência da AFE sobre o metabolismo, é possível que animais com maior AFE possuam um eficiente controle energético e ácido-básico nos tecidos hipotalâmico e músculo esquelético os quais parecem cumprir, respectivamente, funções de controle e execução da AFE. Contudo, estudos envolvendo tal perspectiva sem o uso de manipulações genéticas ou farmacológicas ainda são inexistentes na literatura científica. Temos indícios de que a associação do treinamento físico aeróbio com a manutenção dos animais em gaiolas de amplo espaço habitacional possa provir interessante modelo experimental capaz de compreender como a AFE se manifesta em roedores e, assim, estabelecer melhor entendimento desenvolvimental, o que envolve, obviamente o desempenho e a longevidade. Dessa forma, nosso objetivo será investigar os efeitos do treinamento físico aeróbio e da disponibilidade de amplo espaço habitacional sobre a AFE e respostas metabólicas e moleculares centrais (hipotálamo) e periféricas (musculatura esquelética). Visando avaliar o controle central da AFE, serão determinados o conteúdo proteico dos receptores das orexinas denominados OX1R e OX2R em tecido hipotalâmico. Além disso, serão quantificadas as expressões proteicas (conteúdo) hipotalâmicas do neuropeptídio Y (NPY) e peptídeo relacionado ao Agouti (AgRP), os quais exercem regulação sobre o consumo alimentar e balanço energético. Ainda, nesse tecido, serão quantificados os conteúdos proteicos dos transportadores monocarboxílicos (MCTs), isoformas 1, 2 e 4, que exercem controle do equilíbrio ácido-básico. Em níveis periféricos, serão quantificadas as expressões proteicas de OX1R, OX2R, MCT-1 e MCT-4 nos músculos sóleo (oxidativo) e gastrocnêmio (porção branca, glicolítica). Por fim, será caracterizado o perfil lipídico, glicídico e biométrico dos animais. Desse modo, quarenta camundongos C57BL/6J serão divididos em dois tipos de alojamento: espaço habitacional padrão (HP, 166 cm2 per animal) ou espaço habitacional amplo (HA, 480 cm2 per animal). Para cada tipo de alojamento, camundongos serão subdivididos em dois grupos: controle (C) ou treinado (T). Os camundongos dos grupos T serão submetidos a um programa de treinamento aeróbio de corrida, que será executado em esteira a uma intensidade de 80% da velocidade crítica. Cada sessão de treinamento terá um volume diário de 40min com frequência semanal de cinco dias. Durante todo o experimento, serão avaliados o comportamento alimentar dos animais, bem como a AFE (in loco) por meio de um sistema gravimétrico (em ambos os alojamentos). Antes, após a 4ª semana e ao término do experimento (8ª semana), as capacidades aeróbia e anaeróbia serão avaliadas pelo protocolo de velocidade crítica. Ao final da 8ª semana, os camundongos serão eutanasiados para retirada de amostras do hipotálamo e dos músculos sóleo e gastrocnêmio. Hipotetizamos que animais alojados em um espaço habitacional amplo, em especial animais treinados, apresentarão: elevada AFE, maior conteúdo proteico dos receptores OX1R e OX2R, bem como dos MCTs 1, 2 e 4 e NPY e AgRP hipotalâmicos; aumento da ingestão alimentar e maior conteúdo proteico de OX1R, OX2R, MCT-1 e MCT-4 nos músculos esqueléticos; menores e maiores massas de tecido adiposo branco e marrom, respectivamente. Ainda maior massa magra e superiores capacidades aeróbia e anaeróbia, com estoques otimizados de glicogênio hepático e muscular, bem como de substratos energéticos circulantes. Considerando a relevância da AFE, é inegável a importância de obter um entendimento acerca das relações entre a AFE com respostas metabólicas e moleculares centrais e periféricas. (AU)
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