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Efeitos do exercício físico sobre a disfunção vascular presente em camundongos com deleção dos receptores beta2-adrenérgicos

Processo: 14/15569-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Luciana Venturini Rossoni
Beneficiário:Angella Monteiro Santiago
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/50048-1 - Bases celulares e funcionais do exercício físico na doença cardiovascular, AP.TEM
Assunto(s):Treinamento físico   Exercício físico   Fisiologia cardiovascular   Óxido nítrico

Resumo

Os receptores Beta2-adrenérgicos são classicamente descritos como o subtipo de receptores Beta-adrenérgicos que medeiam vasodilatação. Além de exercer seus efeitos diretamente na musculatura lisa, os receptores Beta2-adrenérgicos podem estar presentes nas células endoteliais. Nestas células, a ativação Beta2-adrenérgica pode estimular a síntese e liberação do fator vasodilatador derivado do endotélio óxido nítrico (NO). Assim, este seria um mecanismo adicional responsável pelo efeito vasodilatador de agonistas Beta2-adrenérgicos. Nas artérias, o efeito dilatador da ativação Beta2-adrenérgica pode influenciar de maneira importante o tônus vascular, seja basal ou na presença de substâncias vasoconstritoras. De acordo com esta hipótese, dados recentes do nosso grupo de pesquisa demonstraram que a deleção dos receptores Beta2-adrenérgicos aumenta a resposta vasoconstritora induzida pelo agonista alfa1-adrenérgico fenilefrina em aorta de camundongos. Esta alteração da reatividade vascular foi associada a um prejuízo no papel do NO na resposta vasoconstritora induzida pela fenilefrina, associado a uma maior produção de espécies reativas do oxigênio. Em conjunto, estes dados provem fortes evidências da participação fisiológica do receptor Beta2-adrenérgico na modulação negativa do tônus vasoconstritor em aorta de camundongos. São bastante descritos na literatura os efeitos benéficos do treinamento físico sobre a função vascular na insuficiência cardíaca e na hipertensão essencial, síndromes que levam à hiperatividade simpática. Pacientes com insuficiência cardíaca submetidos a 4 meses de exercício físico, ao contrário dos pacientes não treinados, apresentaram melhora significativa do fluxo sanguíneo no antebraço. Resultados semelhantes foram alcançados em pacientes hipertensos submetidos a treinamento físico. Além disso, o treinamento físico pode, também, ter efeitos benéficos sobre a estrutura vascular, onde observou-se uma normalização da razão parede/luz de arteríolas da musculatura esquelética de ratos espontaneamente hipertensos após o treinamento físico. Entretanto, não é claro se os efeitos benéficos do exercício físico sobre a reatividade vascular na insuficiência cardíaca e hipertensão essencial estão associados à melhora da funcionalidade dos receptores Beta-adrenérgicos. Resultados de um estudo prévio sugerem que esta é uma possibilidade muito atraente, pois ratos idosos submetidos a treinamento físico apresentaram normalização da densidade de receptores Beta-adrenérgicos e da atividade da kinase dos receptores Beta-adrenérgicos (BARK), indicando que o treinamento pode diretamente regular a expressão e a sensibilidade destes receptores. Assim, para testar a hipótese de que treinamento físico aeróbico terá efeito benéfico sobre as alterações de reatividade vascular e de estrutura observadas em aorta e artéria femoral de camundongos com a deleção dos receptores Beta2-adrenérgico; um grupo de animais Beta2KO e um grupo com os selvagens FVB serão submetidos a um programa de treinamento físico aeróbico em esteira rolante. (AU)