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Trazendo a história evolutiva para avançar o conhecimento sobre o padrão de composição da flora Amazônica

Processo: 21/11670-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de março de 2022
Data de Término da vigência: 31 de agosto de 2022
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Clarisse Palma da Silva
Beneficiário:Bruno Garcia Luize
Supervisor: Kyle Graham Dexter
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: University of Edinburgh, Escócia  
Vinculado à bolsa:20/03379-4 - Padrões para diversidade beta taxonômica e filogenética e os processos estruturantes das comunidades de espécies arbóreas nas florestas da Amazônia, BP.PD
Assunto(s):Amazônia   Biodiversidade   Evolução biológica   Filogenia   Florística   Biogeografia   Flora
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Amazonia | Biodiversidade | Dsitribuição de diversidade biológica | Evolução | Filogenia | florística | Biogeografia

Resumo

O gradiente longitudinal de diversidade de espécies arbóreas é um padrão marcante da biodiversidade Amazônica - as florestas ocidentais são mais diversas que as florestas orientais. A Amazônia ocidental foi dominada por uma enorme área úmida durante ao menos 10 Ma em grande parte do Neógeno. Dado que inundações impõem restrições eco-fisiológicas para as árvores, estas áreas úmidas podem ser consideradas habitats não ideais para espécies arbóreas sobreviverem. O soerguimento da cordilheira dos Andes influenciou no desenvolvimento de grande heterogeneidade altitudinal próximo a suas margens, o gradual preenchimento de enormes bacias sedimentares na região ocidental da Amazônia e modulou o clima da maior parte do continente Sul-americano. Na Amazônia oriental o embasamento geológico é muito mais antigo, sendo caracterizado por rochas cristalinas dos escudos das Guianas e Brasileiro. O regime climático da Amazônia oriental é relacionado com a chegada sazonal de ventos trazendo umidade do Oceano Atlântico. Além do gradiente longitudinal na riqueza de espécies arbóreas a composição de espécies das florestas da Amazônia também varia de leste para oeste, o que permite definir regiões biológicas (bioregiões) com conjuntos distintos de espécies. No entanto, as classificações existentes para a vegetação da Amazônia são embasadas principalmente em características edáficas - fisiográficas do terreno e em atributos estruturais - fenológicos das espécies do dossel florestal; apenas recentemente um suporte florístico para esta classificação vegetacional foi descrito. As florestas de terra-firme representam o núcleo florístico da Amazônia, enquanto que as florestas sazonalmente alagáveis e as florestas de baixa estatura em solos arenosos são habitats marginais. O relacionamento entre quatro processos-chave influencia a origem e manutenção de comunidades biológicas. A especiação adiciona novas espécies em um conjunto continental a regional de espécies; a dispersão permite que as espécies se espalhem por uma ou entre regiões; a seleção modula a habilidade das espécies em colonizar e persistirem em habitats diferentes e variáveis; e a deriva inclui uma perspectiva estocástica para a especiação, dispersão e interações bióticas, por meio de modulações dos tamanhos populacionais, por exemplo. Para construir um melhor entendimento do papel relativo destes processos para a constituição dos padrões biológicos é necessário realizar estudos nas múltiplas escalas espaciais e temporais envolvidas. O objetivo deste projeto é avaliar o padrão local e regional da composição de espécies arbóreas na Amazônia e como este padrão está associado a história evolutiva das espécies que constituem as comunidades florestais, assim como com o desenvolvimento geológico da paisagem Amazônica. Nós faremos este estudo utilizando a base de dados mais completa para comunidades de árvores da Amazônia junto com uma hipótese filogenética calibrada temporalmente para as espécies de árvores que ocorrem na região. Especificamente nós avaliaremos a congruência entre as dissimilaridades evolutivas das comunidades florestais e i) o gradiente de variação florístico na composição de espécies; ii) os grupos florísticos regionais (bioregiões); e iii) os quatro principais tipos vegetacionais da Amazônia. Ao fazer este estudo nós esperamos trazer evidências para processos que criam os padrões de biodiversidade e para a evolução da flora no bioma mais biodiverso do planeta. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LUIZE, BRUNO GARCIA; TUOMISTO, HANNA; EKELSCHOT, ROBIN; DEXTER, KYLE G.; DO AMARAL, IEDA L.; COELHO, LUIZ DE SOUZA; DE ALMEIDA MATOS, FRANCISCA DIONIZIA; LIMA FILHO, DIOGENES DE ANDRADE; SALOMAO, RAFAEL P.; WITTMANN, FLORIAN; et al. The biogeography of the Amazonian tree flora. COMMUNICATIONS BIOLOGY, v. 7, n. 1, p. 15-pg., . (20/03379-4, 15/24554-0, 21/11670-3, 19/24823-2, 21/10639-5, 16/25086-3, 09/53413-5)
LUIZE, BRUNO GARCIA; BAUMAN, DAVID; TER STEEGE, HANS; PALMA-SILVA, CLARISSE; DO AMARAL, IEDA LEAO; COELHO, LUIZ DE SOUZA; MATOS, FRANCISCA DIONIZIA DE ALMEIDA; LIMA FILHO, DIOGENES DE ANDRADE; SALOMAO, RAFAEL P.; WITTMANN, FLORIAN; et al. Geography and ecology shape the phylogenetic composition of Amazonian tree communities. Journal of Biogeography, v. 51, n. 7, p. 22-pg., . (21/11670-3, 20/03379-4, 19/24823-2)
LUIZE, BRUNO GARCIA; PALMA-SILVA, CLARISSE; SIQUEIRA, TADEU; SILVA, THIAGO SANNA FREIRE. Tree species occurring in Amazonian wetland forests consistently show broader range sizes and niche breadths than trees in upland forests. ECOLOGY AND EVOLUTION, v. 14, n. 4, p. 12-pg., . (21/10639-5, 19/24823-2, 20/03379-4, 17/22233-8, 21/11670-3, 12/50260-6, 15/24554-0)