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Reatividade quimica e biologica em interfaces.

Processo:98/10066-7
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Data de Início da vigência: 01 de maio de 1999
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Hernan Chaimovich Guralnik
Beneficiário:Hernan Chaimovich Guralnik
Instituição Sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores principais:
Iolanda Midea Cuccovia
Bolsa(s) vinculada(s):01/10217-0 - Estudos sobre o ph em sistemas semelhantes a lisossomos e endossomos., BP.DD
00/10392-3 - Estudo das propriedades de vesiculas preparadas com cloreto de 1,2-dipalmitoil-3-trimetilaminopropano., BP.IC
99/07688-9 - Estruturacao e reatividade em meios homogeneo e microheterogeneo., BP.PD
Assunto(s):Proteínas  Micelas  Fármacos 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Estabilidade De Farmacos | Micelas | Proteina Desacopladora De Pla | Reatividade | Transporte De Farmacos | Vesiculas

Resumo

Monocamadas, micelas, vesículas e outros agregados possuem interfaces anisotrópicas que separam uma região aquosa, hidrofílica e uma região hidrofóbica com características do tipo óleo. As interfaces, além de poder controlar propriedades físicas dos agregados, são responsáveis pelas mudanças de reatividade química e biológica que se produzem quando reações ou interações acontecem nos agregados. Estes sistemas apresentam interesse científico e utilidade comercial, já que essencialmente todas as reações biológicas ocorrem em interfaces e agregados de composição variável formam parte, entre outros, de produtos alimentícios, cosméticos, transportadores de drogas e adjuvantes de vacinas. Reações químicas em micelas podem ser aceleradas ou inibidas, o mecanismo de reação pode ser modificado, a composição de produtos pode ser alterada. Agregados mais complexos, como vesículas, podem compartimentalizar reações, oferecendo oportunidades adicionais de controle, destino, composição e velocidade. A ligação de proteínas a interfaces afeta catálise e reconhecimento. Exemplos limites são as fosfolipases cuja eficiência catalítica aumenta milhões de vezes em membranas. Reconhecimento proteína-ligante também se modifica na interface. A bioconversão de energia depende de membranas, onde prótons são transportados através de "canais" protêicos, parte integral das membranas. Neste projeto enfocaremos problemas distintos, todos relacionados ao estudo do efeito de interfaces em reatividade química e biológica. Uma parte do projeto está dedicada a investigar experimentalmente a composição da interface de micelas e vesículas. O rendimento dos produtos da decomposição de sais de 4-alquil-2, 6-dimetilbenzenodiazônio é proporcional a composição da solução. Quando o grupo alquílico é metil pode-se sondar a fase interagregado e quando a grupo é hexadecil, a composição de produtos reflete a da interface. Esta reação será usada para: a) determinar a concentração de co-íons em micelas iônicas; b)determinar a composição iônica de micelas zwitteriônicas e o deslocamento de íons desses agregados e; c) determinar a concentração local de uréia na interface de diversos agregados. O projeto também inclui o desenvolvimento de modelos teóricos para descrever a ligação de íons a micelas zwitteriônicas. Por último o projeto propõe o estudo de uma proteína extraída de mitocôndrias de vegetais que transporta prótons. (AU)

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Publicações científicas (5)
(As publicações científicas contidas nesta página são originárias da Web of Science ou da SciELO, cujos autores mencionaram números dos processos FAPESP concedidos a Pesquisadores Responsáveis e Beneficiários, sejam ou não autores das publicações. Sua coleta é automática e realizada diretamente naquelas bases bibliométricas)
DIAS‚ LG; SHIMIZU‚ K.; FARAH‚ JPS; CHAIMOVICH‚ H.. . Chemical Physics, v. 282, n. 2, p. 237-243, . (98/10066-7, 99/00011-3)
CARDILLO, JOSE A.; PAGANELLI, FERNANDO; MELO, JR., LUIZ A. S.; SILVA, JR., ARNOBIO A.; PIZZOLITTO, ANTONIO C.; OLIVEIRA, ANSELMO G.; PHAR, BRAZILIAN OCULAR PHARMACOLOGY. . ARCHIVES OF OPHTHALMOLOGY, v. 128, n. 1, p. 81-87, . (98/10066-7)
MENEGON‚ G.; SHIMIZU‚ K.; FARAH‚ JPS; DIAS‚ LG; CHAIMOVICH‚ H.. . Physical Chemistry Chemical Physics, v. 4, n. 24, p. 5933-5936, . (98/10066-7, 99/04072-7, 01/05852-8)
CUCCOVIA‚ I.M.; DIAS‚ L.G.; MAXIMIANO‚ F.A.; CHAIMOVICH‚ H.. . Langmuir, v. 17, n. 4, p. 1060-1068, . (98/10066-7)
PAGANELLI‚ F.; CARDILLO‚ J.A.; MELO JR‚ L.A.S.; LUCENA‚ D.R.; SILVA JR‚ A.A.; OLIVEIRA‚ A.G.; HÖFLING-LIMA‚ A.L.; NGUYEN‚ Q.D.; KUPPERMANN‚ B.D.; BELFORT JR‚ R.; et al. . INVESTIGATIVE OPHTHALMOLOGY & VISUAL SCIENCE, v. 50, n. 7, p. 3041-3047, . (98/10066-7)