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Uma nova geração de técnicas compensatórias de drenagem urbana: alternativas de reciclagem e descentralizadas para segurança hídrica, energética e alimentar

Processo: 17/21940-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2018 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Pesquisador responsável:Eduardo Mario Mendiondo
Beneficiário:Eduardo Mario Mendiondo
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Poluição difusa  Mudança climática  Reúso da água 

Resumo

No Brasil, a maior parte dos desastres naturais está associada aos eventos extremos, tanto de precipitação como de seca, sendo que com o cenário futuro de mudanças climáticas estes eventos tendem a se tornar mais frequentes. Assim, são necessários sistemas de drenagem urbana capazes de reduzir as vazões conduzidas aos corpos receptores. Neste sentido, o uso de técnicas compensatórias se torna uma alternativa promissora aos sistemas clássicos. Diversos estudos vêm sendo conduzidos internacionalmente para avaliar a sua performance, mas em sua maioria tem-se analisado ou a eficiência qualitativa ou quantitativa, isoladamente. No mais, avaliar a possibilidade de utilizar estes dispositivos como forma de reciclagem e cultivo de recursos, em escala de campo, ainda é um novo marco conceitual a ser desenvolvido. Dessa forma, esta pesquisa tem como principal objetivo apresentar um novo enfoque teórico-experimental da utilização de técnicas compensatórias, inserindo uma nova classificação com base no extremo a ser mitigado e seu objetivo final (TCs-1G - excessos de urbanização, TCs-2G - excessos de urbanização e mudanças climáticas, TCs-3G - incorporando reciclagem de recursos). O enfoque experimental será dado para as TCs-3G, visando o cultivo de recursos do Nexus - água, energia, alimento, com a reutilização da água armazenada para usos múltiplos futuros, ciclagem de nutrientes e reaproveitamento energético. Será também investigada eficiência quali-quantitativa destes dispositivos e sua contribuição para tornar as cidades mais resilientes. A metodologia da pesquisa segue seis principais etapas: (1) estudo da área e implantação, (2) adaptação de método de dimensionamento para TC-3G, (3) monitoramento quali-quantitativo do dispositivo de bioretenção em diferentes escalas de aplicação, (4) modelagem hidrológica e simulação de cenários de macrodrenagem, (5) avaliação do desempenho do sistema, a partir de novos coeficientes, e (6) manutenção do sistema. De maneira geral, espera-se que o uso de TCs-3G descentralizadas em diferentes escalas diminua a contribuição de escoamento superficial à jusante do sistema e a poluição difusa aportada, conjugado a reciclagem dos recursos. Assim, estes sistemas irão contribuir para evitar cheias urbanas e colaborar para a segurança hídrica-energética-alimentar em cidades resilientes de clima subtropical. (AU)

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