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Análise da expressão dos genes CRX e RBP3 para detecção de doença minimamente disseminada (DMD) em pacientes portadores de retinoblastoma através da técnica de PCR digital

Processo: 18/00326-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2018 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Indhira Dias Oliveira
Beneficiário:Indhira Dias Oliveira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Silvia Regina Caminada de Toledo
Assunto(s):Biópsia líquida  Retinoblastoma 

Resumo

O sucesso no manejo do Retinoblastoma (RB) depende da capacidade de detectar a doença enquanto ainda é intraocular e não disseminada. A disseminação do RB pode ocorrer para o sistema nervoso central e/ou através da disseminação hematológica, porém, estudos de imagem e citologia não são capazes de detectar níveis muito baixos de doença. A identificação molecular de marcadores tumorais específicos pode aumentar a sensibilidade padrão e potencialmente possibilitar a análise de doença minimamente disseminada (DMD). A informação a respeito de alvos moleculares disponíveis em RB ainda é limitada, o que justifica a busca por metodologias mais sensíveis para estudo de DMD. A expressão dos genes cone-rod homeobox (CRX) e proteína ligante de retinol 3 (RBP3), um fator de transcrição e um fotorreceptor, respectivamente, são críticos para diferenciação e manutenção do desenvolvimento normal da retina e tem sido proposta como potenciais marcadores para RB. O objetivo deste estudo é detectar DMD em pacientes com RB de alto risco, através da detecção da expressão do RNA mensageiro (mRNA) dos genes CRX e RBP3, em amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR), medula óssea bilateral (MO), sangue periférico (SP) e plasma (PL). Serão analisadas amostras de LCR, MO, SP e PL de 20 pacientes portadores de RB de alto risco e de 20 pacientes-controle, com diagnótico de LLA (leucemia linfóide aguda) e LMA (leucemia mielóide aguda), em remissão. As amostras de RB serão coletadas em três momentos diferentes do tratamento: diagnóstico, durante e no final de tratamento. Pacientes e controles não serão submetidos a nenhum procedimento adicional, além daqueles que já fazem parte do seu tratamento. Após extração de mRNA e síntese de DNA complementar (cDNA) os alvos serão detectados através de droplet digital PCR (ddPCR). O papel prognóstico dos marcadores moleculares investigados será determinado através da correlação dos níveis de expressão gênica nos tecidos-alvo avaliados, comparados aos tecidos controles, com os aspectos clínico-histopatológicos dos pacientes. RB disseminado é a maior causa de morte associada a este tumor. Devido às condições socioeconômicas e o sistema de saúde, o atraso no diagnóstico do RB ainda é um cenário comum em países em desenvolvimento. Além da baixa freqüência de disseminação extraocular nos países desenvolvidos, a carência de marcadores tumorais específicos em RB, dificulta o estabelecimento de protocolos de detecção de DMD e tem recebido pouca atenção da literatura científica. Assim, o desenvolvimento de um protocolo molecular de detecção de DMD, através de potenciais alvos moleculares, como CRX e RBP3, aumentaria a sensibilidade para identificar pacientes de alto risco, que apresentem níveis muito baixos de doença metastática e que necessitam de intensificação terapêutica. (AU)